domingo, 1 de julho de 2007

Urgentemente...


É urgente o amor,
É urgente um barco no mar.

É urgente destruir certas palavras
ódio, solidão e crueldade,
alguns lamentos,
muitas espadas.

É urgente inventar alegria,
multiplicar os beijos, as searas,
é urgente descobrir rosas e rios
e manhãs claras.

Cai o silêncio nos ombros,
e a luz impura até doer.
É urgente o amor,
É urgente permanecer.

(Eugénio de Andrade)

5 comentários:

Anónimo disse...


O amor vem naturalmente, quando se desperta sem nenhuma pretensão, ele toma conta de nós sob várias formas. Você está sempre amando, perceba a sua sensibilidade e descubra que o amor está sempre a lhe envolver. Amor de várias formas, de várias maneiras nutrem seu coração com os mais belos sentimentos. Isso é amor, talvez esses amores sejam os duradouros, aqueles que lhe preenchem sua fome, e naturalmente, devido a este modo de ser, o amor maior lhe inunde sua vida. Esteja tranquila, sorte daquele que tem o seu amor, e pobre daquele que não percebeu que você é pra sempre, que receber seu amor, seja de que forma for, é uma benção de deus. RELAXE, não há urgência para quem sabe viver. Já é tempo de lembrar que que o amor faz parte da sua vida, não cobre, não queira mais, quem aproveitou e tem,morre de saudade.
Ser feliz é saber conviver com o sim e o não, e que sua vida seja cheia sempre mais de coisas boas. Quem não te conhece, é um perdedor.
Eu te amo, sem urgência,na calma dos lagos, das florestas, das calmarias, sem perder um momento do colorido que você orna a vida. Aproveite quem for capaz, o resto é problema e neurose. te adoro Bio

nunca se é anónimo disse...

É urgente comentar depois de ler.
É urgente dizer que esta participação em forma de comentário relativo ao post sobre " amor", é um hino à amizade sincera,consistente, observante, e frontal sem cedências vãs.
É urgente sublinhar a assertividade que transpira deste aparentemente breve texto.
É urgente saber sentir o que nem sempre se vê ou toca.
É urgente saber interpretar quem sente por nós, onde quer que seja.
É urgente erguer cabeça, e SER o tanto que se é e pode SER.
É urgente, em definitivo, conseguir romper.
É urgente,perceber, finalmente, o que é verdadeiramente urgente, e não relativo.

Anónimo disse...

Aquilo qu'a nós s'aplica
Num saber assaz profundo
É um sentir de cantar em fado
Mais q'o sentir das bocas do mundo!

Anónimo disse...

... no peito de um marinheiro que estando triste cantava
que estando triste cantava

ai,
que lindeza tamanha,
meu chão, meu monte, meu vale,
de folhas, flores, frutas de oiro,

vê se vês terras de Espanha,
areias de Portugal,
olhar ceguinho de choro.


É
'O fado português'

lembras-te?

Teka disse...

Apesar de me sentir "desempregada" afectivamente, sinto-me "acompanhada" nesta minha fase de sensibilidade exacerbada, não tão simpática nem produtiva.
Dos inúmeros anónimos aqui residentes sinto carinho e agradeço a todos eles/elas.
Fico contente por poder ter eco no meu sentir e por poder reflectir também nos conteúdos destas participações tão especiais, umas mais carinhosas, outras mais irónicas e ainda outras mais duras e repreendedoras, mas todas elas construtivas.

Ao meu Bio: o que senti ao ler esse hino que você me dedica, não se explica aqui... Não é por acaso que somos irmãos de coração embora por acaso nos tenhamos encontrado nesta vida. Eu te amo muito também e quero sempre seguir ao teu lado, partilhar momentos bons e maus e aprender sempre contigo como até aqui neste nosso caminho que já conta com muitas etapas vividas. Quero brindar todos os dias a esta especial amizade, ninguém passa por ti sem se sentir tocado por esse teu carisma e esse teu jeito de se dar.

Gostei muito do comentário deste "nunca se é anónimo", fez-me reflectir, no que se sente, não se vê e não se toca, embora me tenha deixado nostálgica pois não há razão para as pessoas que se sentem não se vejam e não se toquem. Fiquei também sem saber o que é urgente "romper"... uma palavra difícil no meu dicionário da vida.

E por último o "meu" fadista português, sempre assertivo e acertado, este sim, muito pouco anónimo, desde há anos envolto em mistério, nevoeiro mas felizmente sem armadura.

Cantem sempre!