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sábado, 28 de abril de 2012

Gostei muito...



Duas pérolas do cinema deste mês, cada um com a sua temática, mas ambos com mensageiros de uma  filosofia de vida a reter. A relatividade da vida é inversamente proporcional ao poder do Amor e do aqui e agora.

domingo, 1 de abril de 2012

"Nem Guerra Nem Paz"...

As vezes gostava de entrevistar Woody e perguntar-lhe o que ele acha de alguns dos seus filmes dos primeiros anos.
Hoje foi a vez de me deliciar com "Nem Guerra Nem Paz", um filme completamente louco, completamente nonsense.
Um filme de 1975 que nos surpreende porque estamos a ser sempre surpreendidos.
Um Woody no meio das Guerras Napoleónicas e sempre preocupado com o Amor, com as relações ou ralações entre as pessoas. Um casal que vive no meio de filosofias, celibato, refeições de gelo e que planeia assassinar Napoleão. Uma Diane Keaton linda e quase adolescente.
Adoro revisitar os meus filmes do Woody Allen. Faltam-me tão poucos!
Quem achar por aí "Poderosa Afrodite" em DVD por favor diga-me.

domingo, 19 de fevereiro de 2012

Todos nós temos uma missão...


"As máquinas nunca trazem peças sobresselentes, todas têm uma função, acredito que não sou apenas UM no mundo, há um propósito para eu estar aqui!" (a frase que me marcou é mais ou menos esta).

O filme é especial, mergulhei no mundo 3D das engrenagens de maquinarias o que é o mesmo que dizer, nas engrenagens da vida. Saí com a certeza que algumas estátuas douradas este "Hugo" vai levar.

Paris está linda e a vontade de a voltar a pisar é muita.
A não perder.


domingo, 5 de fevereiro de 2012

Nostalgia...


Um filme belo, ternurento e muito nostálgico.
Faz-nos recuar no tempo.
A banda sonora, irrepreensível.
Faz pensar que por vezes ficamos tempo demais aprisionados no passado, e não vale a pena!
Gostei!
Foi a minha homenagem à avó Ofélia que hoje faria anos e de quem tenho muitas saudades.

segunda-feira, 26 de dezembro de 2011

Recordar NY...

Estava ansiosa pela estreia deste filme. Já muito se disse no mundo virtual sobre ele. De uma maneira geral a critica considera-o mau, daqueles filmes que não deixam recordações nem boas nem más, cheio de lugares comuns, histórias de amores e relações desencontradas todas com um final feliz como convém nesta altura do ano que para situações mal resolvidas já bastam as deste nosso país à beira mar plantado.
Eu assisti deliciada!
Apeteceu-me apanhar o primeiro avião para Nova Iorque e percorrer todos aqueles lugares que eu pisei durante dias num modo "deslumbrada" a tentar guardar tudo intacto para sempre na minha memória. Sim, NY marcou-me, emocionou-me e deixou umas saudades imensas dentro de mim.
Eu estava em TIMES SQUARE, quando algumas das cenas do filme da noite de fim de ano, foram rodadas e foi uma emoção. Eu apanhei com aqueles papelinhos que andavam pelo ar :-)
O Filme valeu pelo facto de eu estar em NY quando foi filmado e pela mensagem de ESPERANÇA que fica no ar nesta época do ano. Afinal nós queremos sempre algumas mudanças boas na nossa vida. Queremos acreditar que algo de bom nos vai acontecer no NOVO ANO!

quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

sábado, 12 de novembro de 2011

Sangue do meu Sangue...


Finalmente hoje fui ver este excelente filme do João Canijo.
Assustadoramente real.
Gostei muito da caracterização das personagens, das vivências desvendadas, da autenticidade, dos lugares mais do que comuns, dos diálogos entrelaçados.
Um filme que choca, mas porque é verídico!
A não perder!

quarta-feira, 19 de outubro de 2011

Revisitar Woody Allen...

Nos dias frios e chuvosos apetece mesmo ficar no sofá a revisitar algumas pérolas cinematográficas que nos marcaram.
Ando a revisitar os meus DVD's do Woody.
Hoje foi a vez de "O Inimigo Público" um filme de 1969, não sou uma fã incondicional desta época do realizador, mas não posso deixar de reconhecer que é o mestre do insólito e das surpresas que nos provoca.
Este filme conta-nos a história de Virgil Starkwell um incompetente assaltante, que nos apetece levar para casa, tal provoca em nós um sentimento de proteção.
É sempre bom revisitar o "velho" Woody.

segunda-feira, 18 de julho de 2011

O primeiro filme do "velho" Woody...

Corria o ano de 1966, Woody compra um filme japonês de espionagem e substitui o diálogo original por outro da sua autoria. Acrescenta cenas e troca a ordem das existentes. O resultado é um filme onde um famoso agente secreto parte em busca da receita da "Melhor Salada de Ovo do Mundo" para impedir que ela caia em mãos erradas, pois quem a possuir poderá governar o mundo. Este é o seu primeiro filme como realizador e deixa prever o talento bem como o seu sentido de humor único de que tanto gosto. É sempre um prazer rever e saborear o "velho" Woody no meu sofá branco.

domingo, 3 de julho de 2011

Uma surpresa boa...




 “Pequenas mentiras entre amigos” é um filme francês que nos enche a alma. Como eu gosto, cheios de pessoas com os seus pequenos mundos interiores, cheios de conversas cruzadas que nos tocam.
Senti-me parte daquele grupo de amigos, de férias entre todos a espreitar e a participar de cada conversa, estendi a minha toalha ao lado das deles e demos juntos passeios de barco. Os seus dramas, alguns, já foram meus.
A espreitar aqui!
Uma boa forma de passar um Domingo muito cinzento e ventoso desta minha Lisboa.
A não perder, digo eu!

domingo, 20 de fevereiro de 2011

Revisitar Woody Allen...

E, é sempre bom reencontrar o velho Woody, as suas personagens que se cruzam nas teias da vida, as emoções, as crises, os encontros e desencontros, os amores arrebatadores e os impossíveis. Não me interessa se é o pior, se há anos não se renova, se os filmes são um lugar comum, se quem viu um viu todos, se há décadas não é original, se, se, se... Para mim são sempre umas horas bem passadas onde me embrenho num mundo tão diferente e tão igual ao de todos nós. Foi bom andar pelas ruas de Londres, saborear os diálogos, as tensões, sentir-me voyeurista também da minha vida. Há até um excerto de "Lucia di Lammermoor" (como se ele soubesse). Ver um filme de Woody Allen é como entrar na casa de um velho amigo, ele sabe sempre o vinho que gostamos, a música é escolhida a dedo, o ambiente acolhedor e as conversas sempre especiais, prometem!
Gostei muito da tua companhia T porque "Vais Conhecer O Homem Dos Teus Sonhos", também foi mote para muitas partilhas.


terça-feira, 8 de dezembro de 2009

Revisitar Woody Allen...


"Vicky Cristina Barcelona"

terça-feira, 6 de outubro de 2009

Tango...


A Unesco declarou há uns dias o “Tango” património cultural imaterial.
Lembrei-me das conversas de Verão entre mim, a Lena e o Carlos, estes últimos apaixonados e praticantes desta arte. Discutíamos as danças latinas, africanas e do norte da Europa que traduzem sem dúvida a alma de cada povo.
O Tango ficou no topo da lista, porque é forte, agarra sem rodeios, emana mistério, é galanteador, irreverente e transpira sedução.
Somos latinos pois então!
Deixo aqui Al Pacino, em “Perfume de mulher”, um charme.
Viva o Tango!

sábado, 18 de abril de 2009

A mulher sem cabeça...

Um filme intrigante de uma discípula de Almodovar, Lucrecia Martel.

Uma viagem ao interior de uma mulher de meia idade.

Um filme que suscita discussão. Será que ele é percebido da mesma forma por homens e mulheres?

"Verónica vai ao volante do seu carro quando num momento de distracção sente que atropela qualquer coisa. Nos dias seguintes, sente-se a desaparecer, sente-se estranha às coisas e às pessoas que a rodeiam, aluada. Confessa ao marido que se calhar atropelou alguém, regressa ao local do acidente, mas só descobre o cadáver de um cão. Porém, quando a vida parece regressar à normalidade, um cadáver é descoberto..." (In Público).

Este é o primeiro filme que assisti onde nada se passa na grande tela, mas sim dentro de nós mesmas. O filme começa quando se sai da sala. E se levarmos uma companhia para uma boa discussão, melhor!

Não me deixou indiferente, talvez porque a minha meia idade se aproxima.

Mais uma excelente dica, certeira, do meu amigo AC.

sexta-feira, 29 de agosto de 2008

A melhor juventude...

Um filme de Marco Tullio Giordana, italiano, claro, como gosto deles. Um filme que me preencheu que me emocionou que me fez pensar no pouco que saímos do nosso pequeno mundo.
Um filme que repassa a história de uma família e de Itália de 1966 a 2003.
A não perder e não fiquem assustados com as 6 horas de duração, sabem a pouco e ficamos a querer saber mais daquela família.
Um filme que nos torna uns verdadeiros voyeuristas das emoções, das alegrias, do luto, das tristezas, das causas sociais, da corrupção, das opções e caminhos de uma família que por vezes marcam o respectivo Destino.
Trata até a doença mental como eu acredito nela, de frente, sem preconceito, combatendo a exclusão, aceitando a diferença, identificando novos códigos de comunicação.
A não perder e não é porque foi prémio em Cannes 2003.

quinta-feira, 19 de junho de 2008

O segredo de um cuscuz...


Mais um filme fantástico desta temporada. O realizador, Abdellatif Kechiche.
“Slimane é um homem velho e cansado que foi despedido do porto onde trabalha. Encontra um novo objectivo na vida quando decide abrir um restaurante de cuscuz, com a preciosa ajuda da numerosa família. Mas a tão esperada noite de estreia traz muitas surpresas...”
Já lhe chamaram um não-filme. A mim fascinou-me a forma como está filmado, o realismo das personagens com uma interpretação irrepreensível. Apetece-nos entrar nas conversas, dar a nossa opinião, participar no almoço familiar, provar o cuscuz.
E, claro, as relações entre as pessoas, pinceladas com toda a complexidade e originalidade da personalidade, da cultura e vivências de cada um, são o menu principal.
Um retrato de mestre, da luta de quem não tem nada para concretizar um sonho, a braços com a burocracia e burguesia francesa que se poderia passar em Portugal.
Neste filme ganha a criatividade de quem não tem nada a perder, ou já perdeu tudo.
Vale a pena ler, embora longa, a crítica no Público de Vasco Câmara, aqui.

Senti saudades do Cuscuz da minha amiga Patrícia, que é certamente o melhor do mundo.
Obrigada AC pelas dicas sempre tão certeiras e de acordo com a minha sensibilidade.

sábado, 24 de maio de 2008

Corações...


Um filme de Alain Resnais que retrata com mestria as diferentes solidões.

Um filme belíssimo!

"Thierry, um agente imobiliário, esforça-se para encontrar um apartamento para Nicole e Dan. Na agência, Charlotte, empresta-lhe a cassete de uma emissão de tv que ela adora, "Estas canções que mudaram a minha vida", visão que muito perturbará Thierry. A irmã de Thierry, Gaelle, procura secretamente o amor em anúncios de jornais. Dan passa os seus dias no bar, onde confia a Lionel, o barman, as suas desventuras amorosas. Lionel recorre a uma benévola mulher para tratar do seu pai, Artur, um velho doente e colérico. É Charlotte que aparece. Desta forma, o movimento de uma personagem pode fazer pender o destino de outra sem o conhecer ou mesmo encontrar."

Um filme que nos deixa a pensar nas nossas próprias solidões e nos nossos Mecanismos de Defesa para as enfrentar dia após dia.
A Solidão, qualquer que ela seja, é dura!

Estar só, não é para todos...

sábado, 10 de maio de 2008

A não perder...


Um documentário perturbador para, quem como eu, pouco deu pela Ditadura.
Decorria o ano de 1959 e chegavam às casas dos portugueses cartas. Escritos de mobilização a um movimento de mulheres que se desconhecia existir. O objectivo, perpetuar o regime de Salazar, chamar mais mulheres para a “causa” sob a capa do “Deus, Pátria e Família”.
Algumas daquelas mulheres que responderam às cartas, pareciam-se com a minha avó, o mesmo penteado, o mesmo tipo de vestido, o mesmo jeito de tapar os joelhos com as mãos enrugadas, algumas, as mesmas vivências. Os discursos, certamente muito diferentes dos de uma senhora nascida em 1904, filha de pais divorciados, uma mulher lutadora, com a 4ª Classe, que aos 21 anos tirava a carta de condução. Hoje tenho pena de não lhe ter feito mais perguntas, sabido mais daqueles tempos. Lembro-me que era sempre das primeiras a depositar o seu voto assim que abriam as mesas até aos seus 90 anos, orgulhosa da sua idade e do direito adquirido com a chegada da liberdade, “dantes as mulheres não podiam votar” esclarecia.
Um documentário a não perder, muito bem realizado que nos perturba e faz dar mais valor à liberdade em que vivemos. O tempo voou, num desfilar de imagens e sentimentos que elas me provocaram por dentro.
Senti-me ambivalente, com a beleza das imagens e a crueza da época que retratam.

sexta-feira, 4 de janeiro de 2008

"Manual do Amor"...












Este é um filme despretensioso.
Um filme de pessoas para pessoas e que convida às conversas – como eu gosto deles.
Os vários aspectos das relações amorosas entre as pessoas, o enamoramento, a crise, a traição e o abandono, tratados com simplicidade e mestria, com a vantagem de ser italiano.
Um filme onde é fácil identificarmo-nos com uma ou outra cena. Também ajuda o facto de já eu ter vivido cada uma das quatro fases. É fácil esboçarmos um sorriso e reconhecer momentos e sentimentos passados.
Um filme de que gostei particularmente e que me soube muito bem ver, depois de um dia de trabalho e com um temporal de chuva e vento lá fora.
Um filme para ver no sofá, tranquilamente, a partilhar uma manta quentinha.

segunda-feira, 6 de agosto de 2007

As Time Goes By