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terça-feira, 11 de setembro de 2018

17 anos depois...


Lembro-me como se fosse hoje.

Era um almoço de amigas num café ao pé do trabalho. Olhávamos distraídas para a televisão no meio das conversas animadas. Num primeiro momento pensámos ser um filme, desses com efeitos especiais rodado à medida de qualquer herói da moda. Depois o ambiente do café mudou, gelou e todos olhávamos incrédulos o terror em direto, onde mais de 3000 heróis foram protagonistas.
O mundo não ficou o mesmo, acho que ficámos mudas muito tempo, pelo menos por dentro. Lembro-me que me senti insegura durante meses.


Este ano fiz questão de voltar ao "Ground Zero" onde as memórias daqueles dias se acendem. É um lugar grandioso que nunca me deixa indiferente.
Estranhamente é um lugar que nos "puxa" para dentro de nós apesar do rebuliço da cidade.

domingo, 5 de março de 2017

Ela...

De vez em quando passamos um pelo o outro. Num bairro de Lisboa, numa livraria comum ou num dos meus mercados favoritos.
O teu olhar já não se cruza com o meu.
Surges sempre imponente, apressado, atarefado, a resolver problemas pendentes, com o teu jeito peculiar de ser.
Ainda montas o teu cavalo alado.
E, desapareces nas nuvens.

domingo, 15 de maio de 2016

Porque não chove todos os dias...

Entrei por acaso hoje no meu blogue e verifiquei que faz hoje 9 anos que comecei a escrevinhar por aqui.

Estou noutra fase em que me apetece fazer outras coisas, mas de vez em quando ainda gosto de visitar certas passagens de vida aqui registadas.

Não me arrependo de nada que tenha escrito, nem vivido nestes últimos anos.

Parto para mais 9 anos, talvez com menos escritos mas com a mesma vontade de viver e conversar tranquilamente com quem gosto e com quem está ao meu lado. Querido Pê a frase é tua "Não chove todos os dias" e é nela que me vou inspirando para enfrentar os desafios do dia-a-dia. E venham eles!

domingo, 8 de maio de 2016

Na cozinha com...

Tenho uma relação atípica com a cozinha.
Só gosto de cozinhar de Inverno e quando não estou sozinha.
Gosto de cozinha de autor e o novo programa de Henrique Sá Pessoa entusiasma-me a querer criar mais momentos entre amigos na minha sala, mesmo que não seja eu a cozinhar.
Gosto de saborear novos pratos, gostaria de ir ao Alma, tenho a sorte de ter vivido momentos únicos e gosto de reviver outras paragens.
Não gosto de livros de cozinha!

PS - Entretanto já fui ao Alma e gostei.

domingo, 25 de outubro de 2015

Porque não é só a hora que muda...

Às vezes entra-se em casa com o outono
preso por um fio,
dorme-se então melhor,
mesmo o silêncio acabou por se calar.


Talvez pela noite fora ouça cantar o galo,
e um rapazito suba as escadas
com um cravo
e notícias de minha mãe.



Nunca fui tão amargo, digo-lhe então,
nunca à minha sombra a luz
morreu tão jovem
e tão turva.



Parece que vai nevar.

© EUGéNIO DE ANDRADE 
Branco no Branco, 1984 

Tropecei no "Murcon" e as palavras do Eugénio fizeram-me sentido.
"Mudar" um verbo recorrente nos meus sonhos e pesadelos.

sábado, 20 de abril de 2013

A viagem...

Foi um dia como qualquer outro no calendário.
Para mim foi mágico recheado de emoções muito especiais.
Foi um marco de vida, um recomeço de uma nova etapa que se espera sem percalços e farta em saúde, amor e amizade.
O carinho que recebi encheu o meu coração e as baterias ficaram carregadas para os próximos 50 anos.
Obrigada!
Sou uma pessoa abençoada.


domingo, 10 de junho de 2012

50!

E como tudo, na Vida
começa numa semente,
cria raizes, dá frutos,
tem festas e tem lutos,
assim é o casamento

Brindemos reconhecidos,
gratos a cada instante,
a tudo aquilo que fomos,
àquilo que ainda somos
e seremos adiante

50 anos passaram
sobre essa data distante...
... Se o Tempo ultrapassamos
e ao Ouro já chegamos,
há-de vir o Diamante!

Hoje os meus pais fazem 50 anos de casados, estou feliz porque os tenho comigo e porque foram fazer os dois uma viagem. Há 50 anos que se mimam um ao outro, há anos que eu gosto de os ver, a ultrapassar obstáculos, a não desistir e a continuar juntos na vida.
Com ternura aqui deixo as palavras que hoje o meu pai escreveu à minha mãe.
Adoro os dois e é muito bom ser vossa filha!

segunda-feira, 23 de abril de 2012

E como hoje é o dia do livro...

Não posso deixar de falar em livros e de como eu gosto deles...
Sempre gostei.
Aprendi com a minha avó a gostar deles, ainda sem saber ler, ouvia-os e sentia-os através da sua voz doce.
Na hora da sesta, ainda criança, lembro-me de os ler debaixo dos lençóis à luz de uma lanterna.
Gosto de ler, de descobrir o que dizem...
As saudades que eu tenho de me deitar no sofá em silêncio a ler por ler sem a preocupação de estar a estudar. Ler para me "alimentar", para sonhar, para ser, para abrir horizontes.
Entretanto vou tendo vários livros na minha mesa de cabeceira que vou "bebericando" um ou outro conforme o momento, o tempo e as vontades.
Não podia deixar de falar do último que comprei e que encerra um autógrafo muito especial, de um dos meus Mestres com quem tanto tenho aprendido, ao longo dos últimos 10 anos. Uma pessoa extraordinária que nos contagia com as suas palavras, a sua sabedoria e nos conquista com a sua humildade e simplicidade que é sempre apanágio dos grandes.
Obrigada Prof. Dr. João Hipólito por me ter passado o "bichinho" do Pensamento Rogeriano com o qual tanto me identifico e cada vez mais, graças a si.

sábado, 7 de abril de 2012

E o problema é...

... É que "as coisas da vida", aquelas que não são as "outras coisas da vida" não me têm dado espaço para estar, para sentir, para ser livre, para ser eu. Não me têm deixado exercitar a minha sensibilidade da forma que gosto que tanta falta me faz.
A vida cansa.
Quero mudar!
O problema é que não sei se vou conseguir mudar o curso alucinante, "das coisas da vida"!

terça-feira, 3 de janeiro de 2012

15 anos...

Há 15 anos que trabalho no mesmo local e tem valido a pena.

segunda-feira, 26 de dezembro de 2011

Recordar NY...

Estava ansiosa pela estreia deste filme. Já muito se disse no mundo virtual sobre ele. De uma maneira geral a critica considera-o mau, daqueles filmes que não deixam recordações nem boas nem más, cheio de lugares comuns, histórias de amores e relações desencontradas todas com um final feliz como convém nesta altura do ano que para situações mal resolvidas já bastam as deste nosso país à beira mar plantado.
Eu assisti deliciada!
Apeteceu-me apanhar o primeiro avião para Nova Iorque e percorrer todos aqueles lugares que eu pisei durante dias num modo "deslumbrada" a tentar guardar tudo intacto para sempre na minha memória. Sim, NY marcou-me, emocionou-me e deixou umas saudades imensas dentro de mim.
Eu estava em TIMES SQUARE, quando algumas das cenas do filme da noite de fim de ano, foram rodadas e foi uma emoção. Eu apanhei com aqueles papelinhos que andavam pelo ar :-)
O Filme valeu pelo facto de eu estar em NY quando foi filmado e pela mensagem de ESPERANÇA que fica no ar nesta época do ano. Afinal nós queremos sempre algumas mudanças boas na nossa vida. Queremos acreditar que algo de bom nos vai acontecer no NOVO ANO!

domingo, 18 de dezembro de 2011

A complexidade do amor..

"Só um amor não correspondido é verdadeiramente romântico!"
In "Vicky, Cristina Barcelona" WA

O cansaço da semana, o frio que faz lá fora, a visita da minha amiga J, fez-me recolher, esta noite, na minha sala que ficou recheada de conversas sobre a vida, sobre amores e desamores, casamentos e divórcios, sobre o que esperar do novo ano que se aproxima, sobre a essência das relações.
E foram tantas as palavras para definir os vários tipos de amor, que não resisti e juntas assistimos a este filme do WA que sempre suscita novos motes para muitas considerações.
"Só um amor não correspondido é verdadeiramente romântico" porque é isento de rotinas, vivências, partilhas, cedências, obrigações familiares e onde os sonhos, as fantasias, a liberdade de sentir, o brilho do olho no olho e de desejar nunca dão lugar a pensamentos mais pragmáticos que têm o condão de quebrar magias.
Será?

De repente fiquei com saudades das tertúlias da minha sala, de outros tempos, dos tabuleiros de bacalhau e de lasanha da D. Ana que saiam do meu congelador quando as conversas eram mais animadas e prolongadas e até dos tempos do Café Aroeira.

sexta-feira, 25 de novembro de 2011

À Sílvia...


Em primeiro lugar quero agradecer à Sílvia o convite para ter estado na mesa, num dia tão importante como o do lançamento do seu livro na escola que frequentou. Foi uma honra e um prazer ter-me sentado ao seu lado.
Conheci a Sílvia em 2007 quando um dia me procurou para conversar.
Fizemos juntas um caminho muito bonito durante 3 anos.
A Sílvia tocou-me pela sua sensibilidade, pelo ser humano de excepção que é, pelo seu espírito altruísta, pela sua forma de sentir os outros e o mundo.
Ao ler alguns dos seus "sonhos de prata e ouro", senti saudades de muitas das nossas conversas.
Sinto um orgulho muito especial pelo seu percurso até ao lançamento deste livro que é pura vivência e emoção e que é também a luta pela realização de um sonho.
Vale a pena ler dois poemas belíssimos. O primeiro “Moldura de Ouro” (pág. 89) um dos poemas que a Sílvia mais gostou de escrever e “Pureza” (pág. 23) que é aquele com o qual a Sílvia se identifica mais no presente, apesar de ter sido escrito há alguns anos em 2006, numa fase menos boa da sua vida quando tinha apenas 14 anos.
Duas notas finais:
A primeira vai para todos os jovens. Nunca desistam dos vossos sonhos, trabalhem neles, vão em frente. Não há sonhos impossíveis.
A segunda vai para a Sílvia. Traduz-se no meu desejo para que nunca pare com o seu exercício da escrita e da sua sensibilidade que continue a estudar que continue a olhar e a retratar o mundo dos sentimentos com as suas palavras.
Muitas vezes ao longo dos últimos anos a Sílvia agradeceu-me as nossas conversas.
Quero dizer-lhe, aqui publicamente, que  o nosso encontro enriqueceu-nos às duas.
Eu também aprendi muito consigo.
Obrigada!
"Pureza
Tanta saudade,
Tanta alegria
Tantos estilhaços de optimismo;
É tão forte!
E é tão vivo...
É a única certeza
Deram-me, simplesmente...
A maior pureza!
De um novo sentimento."
In Sílvia Silva (2011). Sonhos de Prata e Ouro. Universus. pp 23

domingo, 15 de maio de 2011

Quatro anos...

Quatro anos passaram por estes lados, uns, melhores que outros, uns mais inspirados, outros mais saboreados, todos diferentes e sempre recheados de muitas histórias e de muitas mais que ficaram por contar.
As letras alinham-se, sempre ao sabor do tempo, das vivências, dos amores e desamores deste meu quotidiano desajeitado, porque inesperado.
Ainda gosto de vir aqui, como quem se senta à mesa de um café e depois de mergulhar a colher na chávena, levanta a cabeça, fixa o olhar num qualquer “pedacinho” de vida e inventa um conto.
Gosto de ler os que por aqui passam, fazem parte de mim, são como que sentidos apontados, neste meu território de Apontamentos Sentidos.
Obrigada, a todos os que ainda visitam este espaço de partilhas!

terça-feira, 29 de março de 2011

Arte...

Edward Ruscha. OOF. 1962
da exposição "On to Pop" do
MoMA, NY

sábado, 5 de fevereiro de 2011

Desenhado ali, mesmo na hora, para mim...

João Catarino, um homem de olhos vivos que nos contagia com o seu traço, a sua simpatia, o seu modo apaixonado de olhar o mundo e de o passar para o papel.
Foi muito bom privar com ele!

Ensinou-me:
a não ter medo de uma folha branca...
a mergulhar sobre as formas...
a conduzir a mão ao sabor do olhar...
que os desenhos são caminhos...
a importância de desacelerar...
que o desenho é também poesia...
a fazer acontecer o desenho conforme o meu apetite...
que o desenho é emoção, entusiasmo, empatia...

Ensinou-me a ESPRAIAR prazeirosamente e sem preconceitos numa folha em banco.
Obrigada! 

sábado, 29 de janeiro de 2011

Experiências...

Estes são os desenhos de João Catarino.
Nunca desenharei assim, mas tem sido uma experiência interessantíssima privar com este mestre do diário gráfico e das viagens.
Aos sábados, rumo ao Hotel da Estrela - um espaço bem conseguido por sinal - alheio-me deste meu dia-a-dia turbulento e aceito o desafio de preencher uma folha em branco.
A palavra de ordem: CONCENTRAÇÃO.
As técnicas, simples e com um efeito visual simpático mesmo para quem, como eu, não é dotado para esta arte, resultam.
Nunca uma actividade me deu tanto prazer!
E vão visitando o blogue de um professor que entusiasma com o seu sorriso e olhar vivo, quando fala da arte de desenhar e de registar sentimentos,  AQUI.
O mote são sempre as viagens, as imagens que queremos guardar de lugares pelos quais vamos passando, os momentos vividos, os afectos.
Um novo desafio na minha vida!

sexta-feira, 24 de dezembro de 2010

Uma Consoada diferente...

Porque os vírus não escolhem datas e o veredicto do médico foi inequívoco: “quarentena, nada de se aproximar de crianças, pessoas idosas ou doentes crónicos”.

Assim sendo, deambulo pela casa, entre o sofá, a cama e o computador, tentando passar o tempo e esquecer-me de que é Natal, a TV evito-a, nada pior do que o “Natal dos Hospitais Compacto” e os filmes da praxe a fazerem-nos acreditar que todas as famílias são unidas e felizes ou que todas as histórias de amor acabam bem.

Pelo menos será uma Consoada inédita, passada comigo, longe das calorias, mas sem dúvida perto do carinho da família e dos amigos.

O Natal este ano, por aqui, fica adiado!

quinta-feira, 18 de novembro de 2010

quarta-feira, 10 de novembro de 2010

Peniche...

Mais uma vez parto!
Levo na mala a vontade de ficar mais perto de mim e dos outros...
Mas, não me esqueço dos que ficam na minha Lisboa!