
Sentir, Aprender, Registar... Escrever o que me vai na alma. E conversar Sempre... tranquilamente, com quem se gosta!
sábado, 8 de dezembro de 2007
BOSS AC... uma surpresa... boa...
Os rótulos são ineficazes...
Impedem-nos de conhecer, verdadeiramente, os outros.
Limitam o nosso olhar sobre o mundo.
segunda-feira, 3 de dezembro de 2007
Escrever...
“Escrever ajuda a ultrapassar a solidão.
Escrever ajuda a encontrar a Paz.”
Miguel Sousa Tavares
Gostei de ouvir a entrevista do MST no "Pessoal e Transmissível".
Nunca imaginaria que estas frases pudessem ser dele e também as achei muito bonitas.
Construimos imagens das pessoas, muitas vezes impregnadas com o nosso quadro de referências, talvez por isso, elas ainda nos surpreendam, felizmente e também pela positiva. Nunca me passaria pela cabeça que o MST escrevesse também para ultrapassar a solidão.
Fiquei com vontade de ler o "Rio das Flores", gostei muito do "Equador" (que estava no top de vendas em Salvador da Bahia) e gostei ainda mais do "Sul" que acciona ainda em mim a vontade de viajar pelo prazer de me deixar levar pelas cores e sabores dos lugares.

Escrever...
Também eu gosto de escrevinhar e fazer colagens durante as minhas viagens, para "guardar" o que vivo.
Escrever...
Hoje, apetecia-me saber escrever.
sexta-feira, 30 de novembro de 2007
Porque é muito bonito...
Somos as estrelas que cantam.
Cantamos com a nossa luz.
Somos os pássaros de fogo.
Voamos para lá do céu.
A nossa luz é uma voz.
Abrimos uma estrada para os espíritos
passarem.
Entre nós há três caçadores
caçando um urso.
Nunca houve tempo
em que não caçavam.
Não tememos as montanhas.
Este é o caminho das estrelas
"Algonquinos"
2001 poemas para o futuro, pp 161
quinta-feira, 29 de novembro de 2007
Escolhas...
DE PROFUNDIS...
foste sempre aquele que farejava a tempestade
antes das aves marinhas
o terror do descalabro mandava calar tua boca bem esculpida
teus olhos já sem brilho
nenhuma palavra tinhas que previsse o longo naufrágio
que já boiava em vagas de crista aliciante
gritaste aos sete ventos todas as palavras
para proclamar as tuas vidas
que apenas te conduziram à forma derradeira
mas os ventos eram contrários e nada traziam
para a baía azul onde eu
sentado
meditava
e foi assim que caminhaste o teu caminho
só
esquálido e sempre descontente
agora já é tarde, mas a pergunta fica:
porque não falaste a tempo?
porque não choraste em campo aberto?
porque não gritaste ao mundo sádico e áspero
tua angústia alucinante
tua profunda infelicidade?
agora há apenas mais um pouco de areia em marrocos...
(José Diniz)
In O Homem (1993). Ed Tertúlia. Lisboa. pp 79
sábado, 24 de novembro de 2007
Hoje, eu não me recomendo...
Quando a tristeza bate
Pior do que eu não há
Fico fora de combate
(...)
Amanhã eu sei, já passa
Mas agora eu estou assim...
Hoje perdi toda a graça
Não queiras saber de mim
Dança tu que eu fico assim
Porque eu estou que não me entendo
Não queiras saber de mim
Hoje não me recomendo
quinta-feira, 22 de novembro de 2007
segunda-feira, 19 de novembro de 2007
Ar Condicionado...
Atravesso esta minha Lisboa que hoje se veste de sombra e acordou lavada.
Enfrento o dia, já esquecida do que é trabalhar com o “ar, condicionado” pela temperatura que faz lá fora.
Estranhamente hoje tenho mais “clientes” que espreitam pela porta do meu gabinete e simpaticamente insistem em desejar-me os “bons dias” e saber como estou, várias vezes, ao longo de todo o dia. Entram, sentam-se e alongam-se, nos relatos das suas aventuras de “fim-de-semana”, nas suas perguntas, nas suas preocupações.
Hoje, foi o primeiro dia de frio!
Hoje, foi o primeiro dia em que liguei o aquecimento que todos os anos trago de casa.
Amanhã vou trocar o meu colar pelo cachecol e preparar-me para mais “clientes” simpáticos/enregelados que vão continuar a querer saber como estou, várias vezes por dia, pelo menos até chegarem os primeiros dias solarengos da Primavera.
Como é possível aprender e ensinar com frio?
sexta-feira, 16 de novembro de 2007
quinta-feira, 15 de novembro de 2007
II Grupo de Encontro... o primeiro...
Inscrevi-me a medo, sem saber o que iria encontrar. O panfleto que tinha à frente em nada me esclarecia. Reunião comunitária, reunião de grande grupo, reunião de pequeno grupo eram termos que não me diziam nada. Afinal qual seria o tema?
O facto de ficar “fechada” durante 3 dias com pessoas que nunca tinha visto assustava-me. Por outro lado era um desafio que me atraía. Saber até onde eu poderia ir, pôr-me à prova perante uma situação nova, fez-me pegar na mala e “embarcar” de olhos vendados, numa viagem cujo destino eu desconhecia.
Os primeiros minutos foram desconfortáveis, toda a azáfama da chegada de pessoas incógnitas que na sua maioria se conheciam entre si, a distribuição dos quartos, a perspectiva de adormecer e acordar no quarto com uma pessoa desconhecida para mim, não contribuíram em nada para a minha convicção de querer ser uma “Rogeriana” um dia.
O primeiro momento foi assustador, setenta pessoas todas sentadas à volta de uma sala, numa roda fria e silenciosa, onde só intervinha quem queria, numa liberdade, para mim, incómoda. No final da primeira reunião alguém dizia que no último dia seriamos um grupo, coisa que me pareceu impossível.
Fui percebendo ao longo dos dias, dos vários momentos e das sessões que o grupo seria o que quiséssemos fazer dele, deixando-me também numa posição pouco confortável, uma vez que sentia, como membro do grupo, alguma responsabilidade de o levar a bom porto, ou pelo menos ter um papel activo. A pouco e pouco, também me apercebi que era aceite quer interviesse ou não, quer emitisse uma opinião ou fizesse um desabafo. A partir do momento em que me senti aceite, estranhamente, as ideias e os sentimentos fluíam em catadupa com uma urgência inexplicável. Quase não intervim mas senti-me confortável na minha introspecção acompanhada. Ao longo dos dias senti-me irritada com alguns elementos, empática com outros, as lágrimas saltaram dos meus olhos, ri, passei por todas as tonalidades dos meus sentimentos.
Na última sessão fiz um balanço dos dias. Curiosamente não me tinha sentido só, apesar de não conhecer ninguém, não tinha feito diferença o facto de ter dormido com uma estranha, convivi, conversei e diverti-me com as setenta pessoas e acima de tudo agora elas não eram caras incógnitas mas sim rostos com personalidade própria unidas por um sentimento de empatia e um percurso conjunto. Tinha sido uma experiência única.
Ao pegar no carro para regressar a Lisboa não percebi logo o que tinha mudado em mim, mas senti uma paz interior, uma vontade de mudar o mundo, uma força que vinha de dentro.
Mal eu sabia que no dia seguinte toda essa força iria ser necessária para enfrentar uma partida que a vida me iria pregar...
E foi assim que me tornei uma "Rogeriana" convicta, experienciando na pele as técnicas da Terapia Centrada no Cliente/Abordagem Centrada na Pessoa que venho estudando e aperfeiçoando na minha prática profissional ao longo dos últimos anos.sábado, 10 de novembro de 2007
Correntes...
Não gosto da palavra insónia. Um grande amigo, carinhosamente, diz que esteve “com a Sónia”. Insónia é uma palavra desagradável. Nunca me preocupo muito com ela, se me assola, levanto-me e gosto de ficar a remexer, nos meus livros, nos meus filmes, nas minhas fotografias, nos meus “papelinhos”. Gosto de estar na minha sala, com a minha música a ver o dia nascer.
Da minha janela, tenho a sorte de ver a serra de Sintra e o recorte do Palácio da Pena, lugares especiais da minha infância. Sou uma afortunada, há uns meses levei lá uns amigos espanhóis e enquanto palmilhava o Castelo dos Mouros (agora pago), lembrei-me das mil e uma tardes em que a minha mãe ficava a ler no carro e eu e os meus amigos corríamos soltos por entre muralhas e guaritas a brincar aos príncipes e às princesas (outros tempos).
“As conversas são como as cerejas”, e sentei-me eu aqui para escrever um post sobre correntes! Aquelas que se recebem na Net e nos acontecem desgraças imensuráveis se as quebrarmos. Lembrei-me também que quando era “aborrescente”, no tempo em que ainda nem se sabia o que era um computador, nem fotocópias e as correntes chegavam por carta, tinha uma amiga que as respeitava e meticulosamente as copiava com uma letra redondinha, com receio de alguma intempérie. Certamente ficou com uma caligrafia melhor que a minha. Detesto correntes e similares.
Numa destas noites, a viajar à boleia de diferentes olhares deste nosso mundo, por entre blogues sugeridos, encontro uma “corrente”, num blogue de que gostei especialmente (http://ruialme.blogspot.com/). Senti-me desafiada e lanço aqui também o desafio.
Não, não vos acontece nada de mal se mandarem a corrente às ortigas!
Regras:
1. Pegue no livro mais próximo, com mais de 161 páginas – implica aleatoriedade, não tente escolher o livro;
2. Abra o livro na página 161;
3. Na referida página procurar a 5.ª frase completa;
4. Transcreva na íntegra para o seu blogue (ou para este) a frase encontrada;
5. Aumente, de forma exponencial, a improdutividade, fazendo passar o desafio a mais cinco bloggers à escolha.
Eu deixo aqui a minha:
"Eu pensava que este Whisky era excelente até que você me disse que não." In O Quinteto de Buenos Aires. Manuel Vásquez Montalbán. pp 161. (não, não estava na hora de serviço).
E passo a outros 5, por exemplo: Téllo, Embirrante, Luzinhas, Antó(nimo), Museólogo... se estiverem para aí virados... ou a outros.
Quem sabe se com uma das frases se começa uma boa história, numa noite de insónia ao som do fantástico Keith Jarrett, em “The melody at nigth, with you” que passa aqui neste momento...
Insónias...
Que horas são? É escuro. Quase as três.
Parece que não torno a fechar os olhos.
O pastor da aldeia faz estalar o chicote à alvorada.
O vento frio soprará na janela
que dá para o pátio.
E estou só.
Não é verdade. Com
toda a onda penetrante do teu
ser puro, tu estás comigo.
Boris Pasternak
(In Poetas Russos, tradução e prólogo de Manuel Seabra, Relógio d'Água, 1995)
http://ruialme.blogspot.com/
terça-feira, 6 de novembro de 2007
Porque... Sim!
segunda-feira, 5 de novembro de 2007
I Grupo de encontro...
Pela quinta vez, suspendo a minha vida durante três dias e rumo, este ano a Palmela, com o mesmo frio na barriga de sempre mas com a certeza (de sempre também) de dar mais um passo consistente na minha formação pessoal e profissional.
Para trás deixo, exausta, o dia atulhado de reuniões, telefonemas, jovens que atendi, outros que não consegui atender, conversas interrompidas, e até um mal entendido que me deixa desconfortável. Deixo também a família e os amigos descansados porque já vão estando habituados a estas minhas ausências e certos de que não entrei nem para uma seita, nem para uma religião desconhecida e, que apesar de não entenderem, ainda muito bem, o que "por lá" se passa, sabem que voltarei sempre a "velha" Teka.
São 20h, entro na mesma quinta, onde me iniciei e não posso deixar de recordar aquele Novembro de 2002. Vim aqui também, este ano, para me reconciliar, para encerrar de vez o único capítulo que está entreaberto daqueles tempos, porque muito marcado por este lugar lindíssimo.
Como veterana de Grupos de Encontros venho munida das ferramentas básicas: abertura, responsabilidade, vontade para estar comigo e com os outros, alegria por rever alguns amigos, tampões para os ouvidos, borracha de água quente, agasalhos extras.
Ao fim de 3 dias intensos parto, exausta também, mas com a convicção inabalada de que este caminho que escolhi é o MEU CAMINHO...
Até para o ano!
Carl Rogers dedica parte da sua vida profissional a desenvolver e experimentar a mudança de atitudes, comportamentos em grupos intensivos e organizados para o efeito.
Corria a década de 40 do séc. passado e a investigação na área do desenvolvimento e aperfeiçoamento da comunicação e relações interpessoais bebia conceitos desenvolvidos por Kurt Lewin, pela Gestalt e pela Abordagem Centrada na Pessoa.
Rogers refere que com a desumanização das sociedades, em que o outro não tem espaço e a constante luta para vencer o dia a dia e sobreviver a todas as necessidades materiais, frequentemente esquecemos as nossas necessidades psicológicas. Necessidades essas que consistem na urgência da vivência de relações próximas e verdadeiras, bem como a manifestação espontânea de sentimentos e emoções num clima de aceitação incondicional.
Surge o interesse pelas experiências intensas de grupo a que Rogers não é alheio, introduzindo e desenvolvendo de forma sistemática, uma modalidade a que denominou "Grupo de Encontro" com a finalidade de "acentuar o crescimento pessoal e o desenvolvimento, o aperfeiçoamento da comunicação e das relações interpessoais, através de um processo experimental." Carl Rogers (1970).
Todos os Grupos de Encontro têm, em regra, algumas características comuns:
- Experiência intensa de grupo durante várias horas;
- O grupo não é estruturado;
- Existência de um facilitador cujo seu papel é fundamental para o funcionamento construtivo do grupo;
- É construída uma sensação de comunicação autentica;
- Facilitação da expressão de sentimentos e pensamentos;
- O grupo caminha na linha dos objectivos e direcções pessoais;
- O grupo concentra-se no “processo e na dinâmica das interacções pessoais imediatas” (Rogers, 1970);
- Um clima de confiança mútua.
Desde 1984 que em Portugal são promovidos "Grupos de Encontro segundo o modelo de Carl Rogers.
Para saber mais:
Rogers, C. (1970). Grupos de Encontro. 8ª edição. São Paulo: Martins Fontes, 2002.
quarta-feira, 31 de outubro de 2007
Tempos...
domingo, 28 de outubro de 2007
sábado, 27 de outubro de 2007
sexta-feira, 26 de outubro de 2007
Os melhores sketches dos Monty Python...
Quem não ficou seduzido pelo humor diferenciado e mordaz dos Monty Python nos anos 70/80 (os da minha geração claro)?terça-feira, 23 de outubro de 2007
"Estou... de volta pro meu aconchego...
domingo, 21 de outubro de 2007
Sinto... aguardo... paciente... porque os carteiros chegam a todos os lugares do mundo...

“Se cada dia cai
Se cada dia cai, dentro de cada noite,
há um poço
onde a claridade está presa.
há que sentar-se na beira
do poço da sombra
e pescar luz caída
com paciência.”
(Pablo Neruda)
A magia dos sabores e dos sentidos da Bahia...

À beira do mar, o acarajé é Rei, acompanhado da Brahma gelada e de partilhas especiais interrompidas por mergulhos no mar que energizam a alma, neste lugar amado do meu mundo, onde o corpo fica mais quente, mais salgado, mais livre, sentindo à flor da pele a beleza de estar aqui e poder viver a emoção de ser especial.

Dentro de portas, o carinho com que se recebem os amigos, com que se aguçam paladares, com que se doam momentos de vida, faz valer a pena estar vivo, aproxima corações, alimenta recordações que encurtarão a distância... quando as saudades apertarem... quando os dias estiverem tristes... quando eu "morar no interior do meu interior"...

E quando um dia a noite chegar
E quando o beija flor não me vier mais cumprimentar
E quando o pássaro preto não me encantar mais com a sua alegria e não me pedir que acaricie as suas penas suaves
E quando os cachorros não me saudarem
E quando a jarra dos antúrios não animar mais o meu quarto
E quando eu já não puder abrir o meu livro perfumado, das pontes
E quando as mãos não se conseguirem entrelaçar
E quando os olhos não se puderem tocar
E quando as persianas se fecharem...
Não faz mal...
Estará tudo inviolado dentro de mim!
sábado, 20 de outubro de 2007
quinta-feira, 18 de outubro de 2007
domingo, 14 de outubro de 2007
O Sítio da Casa Amarela...

Acontecimentos que me privaram de muitas coisas, mas que também me trouxeram muitas outras.
O “Sítio da Casa Amarela” (4 anos passados) continua a ser o porto de abrigo das minhas emoções e dos meus sentimentos mais verdadeiros, transmite-me a mesma calma, permite-me olhar para dentro de mim e dá-me a liberdade de partilhar o que sinto, o que penso, sentir-me bem recebida, bem acolhida e amada no mais puro sentido da palavra AMOR.
Um dia Karen Blixen escreveu: “I had a farm in África”.
Eu, tenho a sorte de ter uma “Casa Amarela”, no Brasil, onde posso guardar os meus livros.

sexta-feira, 5 de outubro de 2007
quarta-feira, 3 de outubro de 2007
Tempos de mudanças...
E o Verão já vai longe...
O sol, o corpo quente e descoberto, a emoção de sentir mais intensamente, mais livre, mais à flor da pele...ficou retida num tempo...
O clima muda, o corpo esconde-se, as esplanadas esvaziam-se, a noite chega mais cedo, o tempo agora é outro... Convida à reflexão, à leitura no sofá, às conversas tranquilas em boa companhia...
E porque não ler e partilhar um dos mais belos sonetos do nosso Camões.
Lembrei-me agora de ti minha Sampa amiga, saudades de te ouvir ler quando as estrelas apareciam no céu, na minha sala e lembrei-me que foi assim, pela tua voz bem colocada, num tom sereno que me apresentaste Drummond de Andrade. Aqui vai para a troca... Como se estivesse a ler para ti...
Mudam-se os tempos, mudam-se as vontades,
muda-se o ser, muda-se a confiança;todo o mundo é composto de mudança,
tomando sempre novas qualidades
Continuamente vemos novidades
diferentes em tudo da esperança;
do mal ficam as mágoas na lembrança,
e do bem, se algum houve, as saudades.
O tempo cobre o chão de verde manto,
que já coberto foi de neve fria,
e em mim converte em choro e doce canto.
E, afora este mudar-se cada dia,
outra mudança faz de mor espanto:
que não se muda já como soía...

sábado, 29 de setembro de 2007
Lição de vida...
Segue o teu destino,
Rega as tuas plantas,
Ama as tuas rosas.
O resto é a sombra
De árvores alheias.
A realidade
Sempre é mais ou menos
Do que nós queremos.
Só nós somos sempre
Iguais a nós-próprios.
Suave é viver só.
Grande e nobre é sempre
Viver simplesmente.
Deixa a dor nas aras
Como ex-voto aos deuses.
Vê de longe a vida.
Nunca a interrogues.
Ela nada pode
Dizer-te. A resposta
Está além dos deuses.
Mas serenamente
Imita o Olimpo
No teu coração.
Os deuses são deuses
Porque não se pensam.
Ricardo Reis, 1916
Hoje aprendi com esta frase...
Diogo Infante é o Hamlet e o João Mota o encenador. Vale a pena, a interpretação e a adaptação estão excelentes.
sexta-feira, 28 de setembro de 2007
À nossa!... minha amiga
Tantas viagens partilhadas já tem este nosso caminho
“Viajar é correr mundo”*
quinta-feira, 27 de setembro de 2007
domingo, 23 de setembro de 2007
Prazeres...
domingo, 16 de setembro de 2007
E Bem Vindo a quem chega à "nossa" Lisboa...
(In Sinais de Fernando Alves, 20-6-2007)
E disse ainda brilhantemente Fernando Alves: "Gosto de chegar a aeroportos, mas também de os percorrer vendo o que resta de improváveis lugares em cada rosto, em cada modo de andar".
Também eu sou tocada pelo fascínio de me misturar entre gente que chega e parte carregando tantas histórias na bagagem, tantas aventuras e desventuras.
Gosto de me embrenhar entre corpos apressados, à procura de portas de embarque, a comparar preços de perfumes, vinhos e cremes milagrosos, a comprar pacotes de tabaco, revistas e pastilhas elásticas, a enganar o estomago de fast food.
Gosto de olhar a atrapalhação dos estreantes ávidos de informação. Num misto de receio e curiosidade, percorrem os espaços, ansiosos.
Gosto de observar as famílias numerosas com os seus pertences concentrados nas cadeiras com um guardião que exige ser rendido a cada 5 minutos.
Gosto da segurança e da indiferença ao que os rodeia, dos executivos. Viajam com uma pasta, fato e gravata impecáveis, sentam-se tranquilos a ler o seu jornal que nunca é o "Correio da Manhã", atendem telemóveis e consultam palms. Sabem sempre onde, quando embarcam, entram decididos no avião, maquinalmente guardam os seus pertences e começam a trabalhar.
Gosto de olhar rostos, adivinhar histórias de vida e destinos prováveis.
Gosto de me sentir envolvida pela expectativa do "descer do avião", de ser inundada por outra cultura, de me deixar surpreender, de tocar outros mundos, de sentir outros perfumes, outras cores e de aprender. Aprender... sempre!
Gosto, ainda mais... quando posso partilhar todo este meu sentir!
Apesar de tudo...
Ainda gosto de pessoas!
























