sexta-feira, 13 de junho de 2008

No dia do aniversário de Fenando Pessoa...

Curiosamente um destes dias "caiu-me" nas mãos um texto muito bonito de Fernando Pessoa. Apetece-me partilhá-lo hoje, no dia dos 120 anos do seu nascimento. Aqui fica o texto para ser saboreado.

“Posso ter defeitos, viver ansioso e ficar irritado algumas vezes, mas não esqueço de que minha vida é a maior empresa do mundo. E que posso evitar que ela vá à falência.
Ser feliz é reconhecer que vale a pena viver, apesar de todos os desafios, incompreensões e períodos de crise.
Ser feliz é deixar de ser vítima dos problemas e se tornar um autor da própria história.
É atravessar desertos fora de si, mas ser capaz de encontrar um oásis no recôndito da sua alma.
É agradecer a Deus a cada manhã pelo milagre da vida.
Ser feliz é não ter medo dos próprios sentimentos.
É saber falar de si mesmo.
É ter coragem para ouvir um não. É ter segurança para receber uma crítica, mesmo que injusta.
Pedras no caminho?
Guardo todas, um dia vou construir um castelo..."
Fernando Pessoa

terça-feira, 10 de junho de 2008

Dia de Portugal...



Hoje os meus pais fazem 46 anos de casados.

Todo o meu carinho e admiração...

segunda-feira, 9 de junho de 2008

Inconsistências...

Hoje deu-me um desejo irreprimível de ouvir as Variações de Goldberg de Bach, ao piano, interpretadas por Pedro Burnmester e escrever, escrever, não sei bem sobre o quê. Escrever mais como acto impulsivo, despejar para o papel frases, ideias, letras, consoante elas afloram ao meu pensamento. Libertar-me das angústias que me provocam as injustiças.

Fiquei a pensar na vida, no que quero fazer com ela, como quero estar nela...

Ontem ouvi compulsivamente os Metállica e os Moonspell, dando voz à minha alma “gótica” vestida a rigor que se esconde nas noites solitárias (hehehe) e principalmente nas noites de Lua Cheia (aquela que eu menos gosto).

Podia dar-me para pior :-)

quinta-feira, 5 de junho de 2008

Misturada na multidão...

Assumo, gosto de frequentar o Parque da Bela Vista em tempos de Rock in Rio.
Não tenho tido, nos últimos tempos, muitas oportunidades de assistir a concertos.
Perder-me numa multidão vestida a rigor para vibrar ao som dos Moonspell Apocalyptica, Machine Head e dos Metallica atrai-me.
Olho à minha volta, transformo-me e liberto-me do meu quotidiano, seguro, "certinho", fujo do que é suposto, do meu sorriso "33", entro no ritmo dos sons agrestes que me estremecem por dentro. Convivo com o não habitual, adquiro gestos do contexto, deslumbo-me com as máscaras e trajes que se colam a mim, troco olhares cúmplices com o inaceitável, convivo com o som que se sente por dentro e com os aromas hipnotizantes que exaltam a multidão. Arranco de mim um "Nothing else Matters" sentido. Abstraio-me do meu EU e vivo outra alma, seduzida pelas metamorfoses do ser humano.
Uma noite fantástica!
Amanhã visto-me de MIM novamente e regresso às minhas rotinas.

domingo, 1 de junho de 2008

sábado, 31 de maio de 2008

Um bom momento...


Amy Winehouse aqui, porque é uma das melhores vozes dos últimos tempos.

Amy Winehouse, salvem-na...

Confesso que estou chocada.
Não gosto de assistir à degradação humana, muito menos quando ela é explorada em directo.
Foi-me penoso ver o que vi.
Diante de 90 mil pessoas estava uma pessoa que merecia ser ajudada e não exposta.
Ontem Amy Winehouse subiu ao palco do Rock n Rio e ninguém a impediu.
Nota negativa para os organizadores do Rock n Rio.
Após os 45 minutos de atraso e toda a especulação anterior do público se Amy viria ou não, teria sido fácil tomar a decisão de não a deixar subir ao palco.
Foi muito pior vê-la no estado em que estava, sem voz, perdida, a cair no palco, a esquecer as letras, de olhos revirados e andar bambo, agarrada a uma guitarra eléctrica sem saber o que fazer com ela, hematomas no pescoço e uma mão ligada que não a deixava segurar no microfone.
E... não fizemos nada.

segunda-feira, 26 de maio de 2008

Ao Anjo Gabriel...


Porque sim!

A Fonte

Com voz nascente a fonte nos convida
A renascermos incessantemente
Na luz do antigo sol nu e recente
E no sussurro da noite primitiva.

Sophia de Mello Breyner

sábado, 24 de maio de 2008

Corações...


Um filme de Alain Resnais que retrata com mestria as diferentes solidões.

Um filme belíssimo!

"Thierry, um agente imobiliário, esforça-se para encontrar um apartamento para Nicole e Dan. Na agência, Charlotte, empresta-lhe a cassete de uma emissão de tv que ela adora, "Estas canções que mudaram a minha vida", visão que muito perturbará Thierry. A irmã de Thierry, Gaelle, procura secretamente o amor em anúncios de jornais. Dan passa os seus dias no bar, onde confia a Lionel, o barman, as suas desventuras amorosas. Lionel recorre a uma benévola mulher para tratar do seu pai, Artur, um velho doente e colérico. É Charlotte que aparece. Desta forma, o movimento de uma personagem pode fazer pender o destino de outra sem o conhecer ou mesmo encontrar."

Um filme que nos deixa a pensar nas nossas próprias solidões e nos nossos Mecanismos de Defesa para as enfrentar dia após dia.
A Solidão, qualquer que ela seja, é dura!

Estar só, não é para todos...

quarta-feira, 21 de maio de 2008

Baú...


E não é que no tempo da outra senhora, era preciso uma licença para usar um isqueiro!

terça-feira, 20 de maio de 2008

Momentos bons...


"O Restaurante Solar dos Nunes, especialmente dedicado à rica tradição gastronómica da região do Alentejo, é uma referência gastronómica na restauração lisboeta. Um espaço rústico e acolhedor onde o acolhimento afectuoso e a qualidade do serviço fazem deste restaurante um espaço a visitar.
Queijos, fumados, pratos e doçaria conventual, sem esquecer a proficiente garrafeira, as especialidades deste restaurante são tradicionalmente confeccionadas a partir de ingredientes seleccionados, fazendo as delicias a qualquer bom garfo.
O restaurante Solar dos Nunes é fruto da dedicação de uma família que coordena uma equipa unida sempre pronta a agradar os clientes e amigos.Simpatia, determinação, transparência, respeito e profissionalismo são as máximas que sustentam este palco da tradição gastronómica do Alentejo em Lisboa."
Rua dos Lusíadas, Nº 70, 1300 - Lisboa
Telefone: 21 364 73 59
Uma sopa de cação fumegante...
Vidas que se trocam...
Momentos que se querem especiais, que se desejam intensos, que se sonham intermináveis.
Chego a casa, fecho a porta.
Sinto o vazio.
Amanhã o despertador toca às 7h em ponto!

quinta-feira, 15 de maio de 2008

Um ano a partilhar apontamentos...

Ainda não sei se gosto de ter um Blogue!

quarta-feira, 14 de maio de 2008

Frases que valem por si...

"Estudos recentes comprovam, fumar em aviões ajuda a deixar de fumar."
In
http://arcebispodecantuaria.blogs.sapo.pt/


sábado, 10 de maio de 2008

A não perder...


Um documentário perturbador para, quem como eu, pouco deu pela Ditadura.
Decorria o ano de 1959 e chegavam às casas dos portugueses cartas. Escritos de mobilização a um movimento de mulheres que se desconhecia existir. O objectivo, perpetuar o regime de Salazar, chamar mais mulheres para a “causa” sob a capa do “Deus, Pátria e Família”.
Algumas daquelas mulheres que responderam às cartas, pareciam-se com a minha avó, o mesmo penteado, o mesmo tipo de vestido, o mesmo jeito de tapar os joelhos com as mãos enrugadas, algumas, as mesmas vivências. Os discursos, certamente muito diferentes dos de uma senhora nascida em 1904, filha de pais divorciados, uma mulher lutadora, com a 4ª Classe, que aos 21 anos tirava a carta de condução. Hoje tenho pena de não lhe ter feito mais perguntas, sabido mais daqueles tempos. Lembro-me que era sempre das primeiras a depositar o seu voto assim que abriam as mesas até aos seus 90 anos, orgulhosa da sua idade e do direito adquirido com a chegada da liberdade, “dantes as mulheres não podiam votar” esclarecia.
Um documentário a não perder, muito bem realizado que nos perturba e faz dar mais valor à liberdade em que vivemos. O tempo voou, num desfilar de imagens e sentimentos que elas me provocaram por dentro.
Senti-me ambivalente, com a beleza das imagens e a crueza da época que retratam.

quinta-feira, 8 de maio de 2008

Um Conto Americano...


"Um jovem inventor concebe um motor que funciona apenas a água e julga, assim, ter encontrado o caminho para a fama e fortuna. Nos seus sonhos imagina-se a viver numa herdade, longe da urbe industrial, feliz, na companhia da irmã. Mas as suas expectativas vão ser goradas pela poderosa máquina das empresas, que cobiçam a patente de um invento tão rentável."
Vale a pena entrar no nosso Teatro Nacional D. Maria II.
Continua a ser um lugar especial que me transporta ao reino do faz-de-conta, onde consigo deixar o meu mundo corrido e me permito vaguear noutros espaços e noutros tempos.
Além de um café simpático e de uma excelente livraria temática, esta peça de David Mamet é um motivo acrescido para se passar pelo Rossio.
O texto não é fantástico, mas é compensado pelo ritmo dos actores em palco, pelas interpretações, desde a personagem patusca da Lourdes Norberto à cegueira da Paula Neves, culminando com a cenografia de Nuno Gabriel de Mello (um nome a reter).
Esta peça vale pelos cenários que se transformam a cada minuto, num movimento incessante que fascina.
A moral: o pior do mundo são mesmo as pessoas!
Uma noite bem passada.

terça-feira, 6 de maio de 2008


"Gosto de gostar de ti"

domingo, 4 de maio de 2008

Só as mães sabem aquilo que precisamos mesmo de ouvir...




Dia da Mãe...


Os meus pais são únicos.
A minha mãe é única!
Este é o dia em que quero que ela se sinta especial, mais do que em todos os outros, pelo muito que nos tem dado ao longo da sua vida.

À semelhança do que já escrevi, lido, penosamente, todos os dias, com jovens que se querem esquecer que têm pais. Como mulher acho ainda menos tolerante que, embora seja mais raro, haja mães que maltratem os filhos.
As mães são as únicas pessoas no mundo que nos podem amar incondicionalmente...
Eu, sinto-me especial porque:
Tenho uma mãe que me senta ao colo independentemente da minha idade;
Tenho uma mãe que me beija e abraça sem pedir nada em troca;
Tenho uma mãe que é a única pessoa a dizer que aquele casaco que adoro, me fica mesmo mal.
Tenho uma mãe que me acha uma excelente profissional;
Tenho uma mãe que me enche de “mimos” e compra aquelas coisas que só ela descobre;

Tenho uma mãe que me contem as lágrimas, naqueles dias em que o mundo desaba;
Tenho uma Mãe!
Gosto muito de ser sua filha...

Também tenho uma irmã... que é Mãe.

sábado, 3 de maio de 2008

Interrogação...


De manhã abri um iogurte natural. Na tampa, do lado de dentro a simpática mensagem “saudades tuas”.
Ontem bebi um café. No pacote: “um dia encho-te o quarto de flores”.
Agora, como um iogurte que abri ansiosa e cuidadosamente para não danificar o escrito interno “és o meu sorriso”.
Fico a pensar no significado de tantos mimos, tantos cuidados que me são dirigidos, enquanto consumidora.
Isto quer dizer o quê?

quinta-feira, 1 de maio de 2008

Uma boa partilha de um amigo...


Maio maduro Maio
Quem te pintou
Quem te quebrou o encanto
Nunca te amou
Raiava o Sol já no Sul
E uma falua vinha
Lá de Istambul

Sempre depois da sesta
Chamando as flores
Era o dia da festa
Maio de amores
Era o dia de cantar
E uma falua andava
Ao longe a varar

Maio com meu amigo
Quem dera já
Sempre depois do trigo
Se cantará
Qu'importa a fúria do mar
Que a voz não te esmoreça
Vamos lutar

Numa rua comprida
El-rei pastor
Vende o soro da vida
Que mata a dor
Venham ver, Maio nasceu
Que a voz não te esmoreça
A turba rompeu

Zeca Afonso

sexta-feira, 25 de abril de 2008

Liberdade...


sábado, 19 de abril de 2008

segunda-feira, 14 de abril de 2008

quinta-feira, 3 de abril de 2008

Crónica de um passeio...


Depois de uma semana pautada por trabalhos e canseiras, um passeio anunciado promete repor energias.
Depois de uma alvorada em que consegui não me atrasar (às ordens meu Comandante) rumamos ao Alentejo profundo.

O destino, a Herdade do Monte Novo e Figueirinha (www.montenovoefigueirinha.pt/), local onde se produz bom vinho e bom azeite, dito por quem sabe.
De um lado as vinhas,
do outro o olival,
distribuídos por 300 hectares a perder de vista.
O tempo ajudou o guia que explicou a produção de vinho e de azeite ao pormenor. Os registos fotográficos ficam para a posteridade.
Foi muito interessante verificar o cuidado, a ciência e a paixão do enólogo responsável pela produção de tão precioso néctar. Nada é deixado ao acaso, o solo, a escolha das castas, a apanha, a vinificação nestes lagares mecanizados onde, segundo percebi, as uvas são pisadas como no passado, mas sem pés, logo em perfeitas condições higiénicas (ASAE daqui não levas nada).

Depois é o estágio, antes de ser engarrafado,

nos tonéis de carvalho que vêm directamente das florestas de Allier e são de primeira qualidade.

Finalmente a prova, acompanhada pela verdadeira gastronomia alentejana e pela excelente companhia.

Ao anoitecer, dentro de portas, regam-se as conversas, troca-se vida, soltam-se gargalhadas genuínas ao sabor de relatos únicos.
Aprende-se, sente-se, guardam-se momentos...

Amanheço, reconfortada, tranquila, com a sensação de que nunca mais haverá neblinas.

Acordar no “Monte Saraz” (http://www.montesaraz.com/) ajuda.

Lugar de recantos e encantos...

...onde o sonho pode acontecer...

...onde apetece escrever, pintar, partilhar, sem parar, aquilo que nos vai pela alma.

Um espaço que convida ao descanço, fora e...

... dentro de portas.
Há tempo para uma visita a Monsaraz, uma das vilas mais antigas que parece ter ficado parada no tempo. Ao longe, a água da Barragem do Alqueva.
A sua bonita entrada, convida a palmilhar as ruas estreitas, onde parece que ainda se ouvem os cavaleiros dos Templários que a conquistaram aos Mouros.
(desenho "emprestado" pelo Desenhador do Quotidiano http://diario-grafico.blogspot.com/ )

As lojas de artesanato com os seus produtos regionais.
(desenho "emprestado" do Desenhador do Quotidiano http://diario-grafico.blogspot.com/ )
Na praça central, a feira de velharias, no último Domingo de cada mês, fazem as nossas delícias...
...entusiasmados encontramos bocadinhos de vida, do tempo das nossas avós.
http://monsarazemfotos.blogspot.com/
A Monsaraz prometemos voltar!

"O Chico", recomendado por quem sabe, acolhe-nos nas últimas conversas, onde a sopa de cardos e a sopa de beldroegas foram rainhas, regadas pelo precioso néctar alentejano e aconchegadas pela sericaia. Sem palavras!
De volta à minha Lisboa retenho imagens, sons, perfumes e conversas que me “acrescentaram”. Dentro de mim, brindo à Amizade.
Baterias recarregadas, amanhã mergulho de novo na vida.
"Não vejo, sem pensar."
(Fernando Pessoa, O Livro do Desassossego)

terça-feira, 1 de abril de 2008

Dia das Mentiras...



O Anterozoide no seu melhor!
http://antero.wordpress.com/

Ela...


Imediatamente, sem reflectir, aceitou o convite para jantar.
Dois segundos depois sentiu o coração a bater desordenadamente.
Arrependida, não teve coragem de desmarcar. Sentou-se, parou e reflectiu. Acabara de aceitar sair com um homem de que apenas sabia o nome próprio, o e-mail, o telemóvel e dava-lhe para a mão a sua morada.
Não se reconheceu, mas a curiosidade e 20 dias de uma história inventada a duas mãos, bem construída, recheada de desencontros, jogos de sedução, apontamentos sentidos e poesias bem escolhidas, aguçaram-lhe o apetite.
Quem estaria do outro lado daquele monitor colorido que nas últimas semanas a tinha deixado pregada, com pressa de chegar a casa e a tinha feito sorrir como há muito não o fazia?
Quem seria esse homem misterioso pelo qual tinha palmilhado Praga à procura de um cyber café e jogado desesperadamente ao “gesto é tudo” para conseguir, do surpreendido checo, uma impressão das últimas palavras de um Café Inventado.
Como seria aquele homem que transpirava sedução?
Um jantar é um jantar e a conversa adivinhava-se interessante, nada de mal lhe podia acontecer... pelo menos era o que sentia.
O calor estava sufocante, relaxou debaixo do chuveiro, sentiu a água a arrefecer o seu corpo.
Espalhou o creme com cuidado, escolheu um par de jeans desbotados e vestiu uma camisa branca com bordados com que se sentia bem.
Realçou os olhos, colocou o seu perfume preferido no pescoço, entre os seios, olhou-se ao espelho.
Aguardou com o coração aos pulos, ainda meia desconfortável com a decisão que tomara.
Uma sms anuncia a chegada, fecha a porta de casa entra no elevador e sente os benefícios da adrenalina.
À sua espera, um príncipe!
Inundou-a, de mimos, de palavras com sentido, de vida...

A noite estava fantástica, estrelada, quente, de lua cheia.
Ela...
Sentiu o calor do momento, do excelente “duas quintas” e do abraço inesperado.
Caminhou descalça naquele deck perfeito com as sandálias na mão.
A cabeça e o corpo em lugares opostos dos sentidos.
Ele...
Um dia partiu, livre como tinha chegado, no seu cavalo alado.
E, Ela acordou...

segunda-feira, 31 de março de 2008