
Sentir, Aprender, Registar... Escrever o que me vai na alma. E conversar Sempre... tranquilamente, com quem se gosta!
domingo, 1 de junho de 2008
sábado, 31 de maio de 2008
Amy Winehouse, salvem-na...
segunda-feira, 26 de maio de 2008
Ao Anjo Gabriel...
sábado, 24 de maio de 2008
Corações...
Um filme de Alain Resnais que retrata com mestria as diferentes solidões.
Um filme belíssimo!
"Thierry, um agente imobiliário, esforça-se para encontrar um apartamento para Nicole e Dan. Na agência, Charlotte, empresta-lhe a cassete de uma emissão de tv que ela adora, "Estas canções que mudaram a minha vida", visão que muito perturbará Thierry. A irmã de Thierry, Gaelle, procura secretamente o amor em anúncios de jornais. Dan passa os seus dias no bar, onde confia a Lionel, o barman, as suas desventuras amorosas. Lionel recorre a uma benévola mulher para tratar do seu pai, Artur, um velho doente e colérico. É Charlotte que aparece. Desta forma, o movimento de uma personagem pode fazer pender o destino de outra sem o conhecer ou mesmo encontrar."
Um filme que nos deixa a pensar nas nossas próprias solidões e nos nossos Mecanismos de Defesa para as enfrentar dia após dia.
A Solidão, qualquer que ela seja, é dura!
Estar só, não é para todos...
quarta-feira, 21 de maio de 2008
terça-feira, 20 de maio de 2008
Momentos bons...
Queijos, fumados, pratos e doçaria conventual, sem esquecer a proficiente garrafeira, as especialidades deste restaurante são tradicionalmente confeccionadas a partir de ingredientes seleccionados, fazendo as delicias a qualquer bom garfo.
O restaurante Solar dos Nunes é fruto da dedicação de uma família que coordena uma equipa unida sempre pronta a agradar os clientes e amigos.Simpatia, determinação, transparência, respeito e profissionalismo são as máximas que sustentam este palco da tradição gastronómica do Alentejo em Lisboa."
Uma sopa de cação fumegante...
quinta-feira, 15 de maio de 2008
quarta-feira, 14 de maio de 2008
Frases que valem por si...
http://arcebispodecantuaria.blogs.sapo.pt/
sábado, 10 de maio de 2008
A não perder...

Um documentário perturbador para, quem como eu, pouco deu pela Ditadura.
Decorria o ano de 1959 e chegavam às casas dos portugueses cartas. Escritos de mobilização a um movimento de mulheres que se desconhecia existir. O objectivo, perpetuar o regime de Salazar, chamar mais mulheres para a “causa” sob a capa do “Deus, Pátria e Família”.
Algumas daquelas mulheres que responderam às cartas, pareciam-se com a minha avó, o mesmo penteado, o mesmo tipo de vestido, o mesmo jeito de tapar os joelhos com as mãos enrugadas, algumas, as mesmas vivências. Os discursos, certamente muito diferentes dos de uma senhora nascida em 1904, filha de pais divorciados, uma mulher lutadora, com a 4ª Classe, que aos 21 anos tirava a carta de condução. Hoje tenho pena de não lhe ter feito mais perguntas, sabido mais daqueles tempos. Lembro-me que era sempre das primeiras a depositar o seu voto assim que abriam as mesas até aos seus 90 anos, orgulhosa da sua idade e do direito adquirido com a chegada da liberdade, “dantes as mulheres não podiam votar” esclarecia.
Um documentário a não perder, muito bem realizado que nos perturba e faz dar mais valor à liberdade em que vivemos. O tempo voou, num desfilar de imagens e sentimentos que elas me provocaram por dentro.

quinta-feira, 8 de maio de 2008
Um Conto Americano...
Vale a pena entrar no nosso Teatro Nacional D. Maria II.
Continua a ser um lugar especial que me transporta ao reino do faz-de-conta, onde consigo deixar o meu mundo corrido e me permito vaguear noutros espaços e noutros tempos.
Além de um café simpático e de uma excelente livraria temática, esta peça de David Mamet é um motivo acrescido para se passar pelo Rossio.
O texto não é fantástico, mas é compensado pelo ritmo dos actores em palco, pelas interpretações, desde a personagem patusca da Lourdes Norberto à cegueira da Paula Neves, culminando com a cenografia de Nuno Gabriel de Mello (um nome a reter).
Esta peça vale pelos cenários que se transformam a cada minuto, num movimento incessante que fascina.
A moral: o pior do mundo são mesmo as pessoas!
Uma noite bem passada.
terça-feira, 6 de maio de 2008
domingo, 4 de maio de 2008
Dia da Mãe...

Os meus pais são únicos.
A minha mãe é única!
Este é o dia em que quero que ela se sinta especial, mais do que em todos os outros, pelo muito que nos tem dado ao longo da sua vida.
À semelhança do que já escrevi, lido, penosamente, todos os dias, com jovens que se querem esquecer que têm pais. Como mulher acho ainda menos tolerante que, embora seja mais raro, haja mães que maltratem os filhos.
As mães são as únicas pessoas no mundo que nos podem amar incondicionalmente...
Eu, sinto-me especial porque:
Tenho uma mãe que me senta ao colo independentemente da minha idade;
Tenho uma mãe que me beija e abraça sem pedir nada em troca;
Tenho uma mãe que é a única pessoa a dizer que aquele casaco que adoro, me fica mesmo mal.
Tenho uma mãe que me acha uma excelente profissional;
Tenho uma mãe que me enche de “mimos” e compra aquelas coisas que só ela descobre;
Tenho uma Mãe!
Gosto muito de ser sua filha...

Também tenho uma irmã... que é Mãe.
sábado, 3 de maio de 2008
Interrogação...
De manhã abri um iogurte natural. Na tampa, do lado de dentro a simpática mensagem “saudades tuas”.
Ontem bebi um café. No pacote: “um dia encho-te o quarto de flores”.
Agora, como um iogurte que abri ansiosa e cuidadosamente para não danificar o escrito interno “és o meu sorriso”.
Fico a pensar no significado de tantos mimos, tantos cuidados que me são dirigidos, enquanto consumidora.
Isto quer dizer o quê?
quinta-feira, 1 de maio de 2008
Uma boa partilha de um amigo...

Maio maduro Maio
Quem te pintou
Quem te quebrou o encanto
Nunca te amou
Raiava o Sol já no Sul
E uma falua vinha
Lá de Istambul
Sempre depois da sesta
Chamando as flores
Era o dia da festa
Maio de amores
Era o dia de cantar
E uma falua andava
Ao longe a varar
Maio com meu amigo
Quem dera já
Sempre depois do trigo
Se cantará
Qu'importa a fúria do mar
Que a voz não te esmoreça
Vamos lutar
Numa rua comprida
El-rei pastor
Vende o soro da vida
Que mata a dor
Venham ver, Maio nasceu
Que a voz não te esmoreça
A turba rompeu
Zeca Afonso
sexta-feira, 25 de abril de 2008
sábado, 19 de abril de 2008
segunda-feira, 14 de abril de 2008
quinta-feira, 3 de abril de 2008
Crónica de um passeio...
Depois de uma alvorada em que consegui não me atrasar (às ordens meu Comandante) rumamos ao Alentejo profundo.
O destino, a Herdade do Monte Novo e Figueirinha (www.montenovoefigueirinha.pt/), local onde se produz bom vinho e bom azeite, dito por quem sabe.
distribuídos por 300 hectares a perder de vista.O tempo ajudou o guia que explicou a produção de vinho e de azeite ao pormenor. Os registos fotográficos ficam para a posteridade.
Foi muito interessante verificar o cuidado, a ciência e a paixão do enólogo responsável pela produção de tão precioso néctar. Nada é deixado ao acaso, o solo, a escolha das castas, a apanha, a vinificação nestes lagares mecanizados onde, segundo percebi, as uvas são pisadas como no passado, mas sem pés, logo em perfeitas condições higiénicas (ASAE daqui não levas nada).
Depois é o estágio, antes de ser engarrafado,
nos tonéis de carvalho que vêm directamente das florestas de Allier e são de primeira qualidade.
Finalmente a prova, acompanhada pela verdadeira gastronomia alentejana e pela excelente companhia.
Ao anoitecer, dentro de portas, regam-se as conversas, troca-se vida, soltam-se gargalhadas genuínas ao sabor de relatos únicos.Aprende-se, sente-se, guardam-se momentos...
Amanheço, reconfortada, tranquila, com a sensação de que nunca mais haverá neblinas.
Lugar de recantos e encantos...
...onde o sonho pode acontecer...
...onde apetece escrever, pintar, partilhar, sem parar, aquilo que nos vai pela alma.
Um espaço que convida ao descanço, fora e...
... dentro de portas.
Há tempo para uma visita a Monsaraz, uma das vilas mais antigas que parece ter ficado parada no tempo. Ao longe, a água da Barragem do Alqueva.
A sua bonita entrada, convida a palmilhar as ruas estreitas, onde parece que ainda se ouvem os cavaleiros dos Templários que a conquistaram aos Mouros.
As lojas de artesanato com os seus produtos regionais.
...entusiasmados encontramos bocadinhos de vida, do tempo das nossas avós.
http://monsarazemfotos.blogspot.com/
A Monsaraz prometemos voltar!
De volta à minha Lisboa retenho imagens, sons, perfumes e conversas que me “acrescentaram”. Dentro de mim, brindo à Amizade.
Baterias recarregadas, amanhã mergulho de novo na vida.
"Não vejo, sem pensar."
terça-feira, 1 de abril de 2008
Ela...
Imediatamente, sem reflectir, aceitou o convite para jantar.
Dois segundos depois sentiu o coração a bater desordenadamente.
Arrependida, não teve coragem de desmarcar. Sentou-se, parou e reflectiu. Acabara de aceitar sair com um homem de que apenas sabia o nome próprio, o e-mail, o telemóvel e dava-lhe para a mão a sua morada.
Não se reconheceu, mas a curiosidade e 20 dias de uma história inventada a duas mãos, bem construída, recheada de desencontros, jogos de sedução, apontamentos sentidos e poesias bem escolhidas, aguçaram-lhe o apetite.
Quem estaria do outro lado daquele monitor colorido que nas últimas semanas a tinha deixado pregada, com pressa de chegar a casa e a tinha feito sorrir como há muito não o fazia?
Como seria aquele homem que transpirava sedução?
Um jantar é um jantar e a conversa adivinhava-se interessante, nada de mal lhe podia acontecer... pelo menos era o que sentia.
O calor estava sufocante, relaxou debaixo do chuveiro, sentiu a água a arrefecer o seu corpo.
Espalhou o creme com cuidado, escolheu um par de jeans desbotados e vestiu uma camisa branca com bordados com que se sentia bem.
Realçou os olhos, colocou o seu perfume preferido no pescoço, entre os seios, olhou-se ao espelho.
Aguardou com o coração aos pulos, ainda meia desconfortável com a decisão que tomara.
Uma sms anuncia a chegada, fecha a porta de casa entra no elevador e sente os benefícios da adrenalina.
À sua espera, um príncipe!
Inundou-a, de mimos, de palavras com sentido, de vida...
A noite estava fantástica, estrelada, quente, de lua cheia.
Ela...
Caminhou descalça naquele deck perfeito com as sandálias na mão.
A cabeça e o corpo em lugares opostos dos sentidos.
Um dia partiu, livre como tinha chegado, no seu cavalo alado.
E, Ela acordou...
segunda-feira, 31 de março de 2008
sexta-feira, 28 de março de 2008
"Antes de Começar"...
"A BONECA - Mas tu não vês que eu sou pequenina... que não tenho forças... que eu não sou como o mar que não se gasta!... tu não vês que eu passo depressa?
O BONECO - Por mais depressa que passes, o teu coração espera por ti... o teu coração não espera mais ninguém... Se tu não vieres, o teu coração não espera mais ninguém... Se tu não vieres nunca, o teu coração não conta, não ouve. É como se não tivesse havido coração. Por mais depressa que passes, dá-te inteira ao teu coração... Porque só sabe do tempo quem não traz coração... o tempo é pecado de quem não sabe amar!!!
A BONECA - Ah!... é assim, juro! É exactamente assim que bate o coração!
O BONECO - Acredita no coração! Ele sabe de cor o que quer!... Não foi necessário ao coração ir aprender o que queria... A nossa cabeça é que precisa de aprender o que quer o coração!
A BONECA - É assim que bate o coração...
O BONECO - O coração nunca está só... O nosso coração é nosso, ele não pode viver sem aquele a quem pertence... ele espera por nós!
A BONECA - Às vezes, a cabeça quer ser mais do que o coração... e fica de costas viradas p'ro coração!
O BONECO - A cabeça não deve ser senão o que o coração quiser! Nunca é o coração que nos falta, somos nós que faltamos ao coração!
A BONECA - Ah!... é assim, juro, é assim que bate o coração!...
O BONECO - Só não entende o coração quem não sabe escutá-lo... ele está sempre a contar aquela hora por que se espera... aquela hora que existe p'ralém da sabedoria... e que tem a forma simplicíssima dum coração natural!...
Excerto da peça “Antes de Começar”, de Almada Negreiros
(muito bonito Luzinhas Epeciais e Sempre Atentas... Hoje é o Dia)






















