quarta-feira, 20 de agosto de 2008

Leituras de Verão...



Um excelente policial, que nos faz infiltrar na sociedade espanhola na transição para a democracia e viver dentro do partido comunista a desvendar um crime de um dos seus dirigentes. Acompanha-nos o detective Pepe Carvalho, só por si a maior atracção deste livro, goste-se ou não se goste dele, é único, pela mão de Montalbán. Pepe agradará mais ao público masculino que feminino, para mim tem o péssimo hábito de queimar livros, não me parece ser muito atraente e pelos seus hábitos gastronómicos o seu porte não deve ser nada atlético. Não me parece ser muito selecto nas suas companhias femininas o que contrasta com a selecção que faz à mesa.
Esta é a minha segunda incursão por Montalbán que tarde o conheci, mas agradeço a quem mo apresentou. O primeiro livro que li dele foi “Os alegres rapazes de Atzavara” que achei brilhante, na trama e nos personagens bem construídos. Dois livros muito diferentes mas muito bem escritos que se lêem de um fôlego.
Voltarei a Pepe Carvalho que tem algo que me seduz apesar de ser um anti-herói, pouco educado.
Um homem que sabe cozinhar, sabe apreciar e distinguir os ingredientes de uma iguaria e que acima de tudo não vacila perante uma carta de vinhos e escolhe sempre o néctar perfeito para saborear em cada momento, merece várias oportunidades!
Montalbán uma referência!

sábado, 2 de agosto de 2008

Tudo tem um fim...

Mais um ícone do meu passado que certamente desaparecerá.

Há muito tempo que não passa de um aconchego, cada vez que passo por aquela casa. Um lugar quentinho nas minhas memórias, lembranças de brincadeiras de irmã e primos, correrias pelas escadarias, assaltos aos doces na cozinha, histórias inventadas na casa das bonecas, casamentos e baptizados imaginados na capela, horas perdidas a abrir as caixas de onde saiam chapéus e vestidos de baile, espalhadas pelo sótão, no meio de teias de aranha. Histórias de príncipes e princesas, piratas e duendes vividas naquele jardim. Aventuras retiradas dos livros dos “Cinco”. O canteiro dos meus girassóis!
Lembranças...
O polícia à porta, parecia guardar as minhas memórias.
Estava lá, a velha casa, mesmo que apenas a visse enquanto o sinal vermelho me obrigava a parar, parecendo dizer “ainda existo para ti, vês?”

Hoje li a notícia, o destino parece incerto.
Um pouco da minha Lisboa morre, se ali nascer um arranha-céus envidraçado de um qualquer arquitecto importado.
Afinal tudo tem um fim...

Mais aqui.

quinta-feira, 31 de julho de 2008

quarta-feira, 23 de julho de 2008

É hoje...

Rumo à Liberdade!
(temporária)

quarta-feira, 16 de julho de 2008

Quase livre...



FÉRIAS - aquela palavra mágica

domingo, 13 de julho de 2008

Um recanto cheio de encantos...


Um dia passado no Reino dos sabores e dos sentires.
Um casal especial também pela arte de bem receber, de acolher com prazer.
As iguarias preparadas com carinho e com requinte.
Um lugar especial construído vagarosamente, co
mo o são, todos os lugares que queremos únicos que nos dizem muito e saem de dentro de nós.
Cada recanto tem um propósito, um afecto, uma forma de
se estar nele e conversar. Gostei de me sentar debaixo do pinheiro, senti tranquilidade, senti amor, as conversas afectuosas a brindar um tempo bom.
Gostei de olhar para as árvores de fruta, plantadas uma a uma. Gostei em especial de uma, com folhas cor de vinho, alta, esguia, diferente e imponente, como que a desafiar as outras.
Gostei do cantinho do “lago”, um bom lugar para meditar, apesar da cobra que dizem morar por lá.

Um dia bem passado entre amigos bons, num chão construído por mãos que têm uma história feita de passado mas que avança rumo ao futuro, onde me sen
ti bem.
Há dias comentava com um amigo que sentia que não deixava "rasto".
Era talvez de um lugar assim de que falava.

Uma construção num tempo.
Um sonho feito de terra, verde e tijolo.

Por lá deixei a crescer com carinho uma begónia vermelha...

terça-feira, 8 de julho de 2008

Missiva...


Hoje, senti o vento, o sol no rosto, o tempo marcado em mim.
Corri pela areia, molhei os pés no mar salgado, apanhei conchas, sem sair de casa.
Senti a tua mão na minha como quando eu tinha medo.
Ouvi as tuas palavras serenas, sensatas e sábias que ainda chegam em eco.
Dobrei com cuidado e guardei o teu cheiro na mala verde.
Escrevi o futuro por cima do presente com a tua caneta preta de aparo dourado.
Reparei que já não penso, nem converso, tanto... São muitas as palavras que ficaram esquecidas.
Apeteceu-me sentar à noite no café, olhar rostos expressivos e inventar histórias, enredos, vivências e dar-lhes um final feliz, mas, não sei da chave que abre a porta de casa.
Há males que vêm por bem...

quarta-feira, 2 de julho de 2008

Ai Lisboa de tantos encantos, tantos desencantos mostras tu...

A foto é da minha amiga Lena. Lisboa é bela, vista de cima, escondendo pormenores sórdidos, mal cheirosos e degradantes que esta bela cidade onde nasci, alberga também.
Ontem, num fantástico jantar de amigos, conversávamos. Eu a única nascida em Lisboa reconhecia a qualidade de vida de se viver fora dela, mas defendi o encanto de viver numa cidade, ainda calma que oferece cada vez melhores programas culturais e ao acesso de todos, onde tudo se encontra e com o rio aqui tão perto que convida a fins de tarde pacatos e retemperadores da luta diária em que vivemos.
Lembrei-me de uma destas noites ter assistido no largo de São Carlos à orquestra do Teatro Nacional de São Carlos, saída de dentro de portas tocando maravilhosamente para quem se quis deter ao luar e interromper o destino que levava. Para não falar da Fábrica Braço de Prata, sempre aqui ao lado, a sugerir bons momentos aos meus leitores. Para não falar de muitas outras qualidades da cidade que me viu nascer. Mas não há bela sem senão e "o melhor e o pior do mundo são as pessoas". Não cuidamos do que é nosso, achamos que alguém o vai fazer, que votamos para tratarem da nossa casinha, da nossa rua, do nosso bairro, da nossa vidinha, para que aumentem o nosso dinheirinho ao fim do mês. Olhamos o que não nos agrada, abanamos a cabeça e seguimos em frente. Sou orgulhosa da minha cidade, Lisboa é de facto magnífica, mas basta andarmos por becos e travessas para vermos que não é perfeita. E que fazemos nós?
Agora podemos fazer (sempre pudemos fazer).
Nas minhas navegações pela blogosfera encontrei um site chocante e que foi o mote deste post: lisboa s.o.s.
São despejadas todos os dias fotos, do que de pior tem a minha cidade. Gostei dele e aqui o deixo ao lado, porque tem um link directamente para o e-mail do munícipe da Câmara Municipal de Lisboa.
Usem e abusem.
Não deixem Lisboa degradar-se!

terça-feira, 1 de julho de 2008

Espero...

Espero sempre por ti o dia inteiro,
Quando na praia sobe, de cinza e oiro,
O nevoeiro
E há em todas as coisas o agoiro
De uma fantástica vinda.
Sophia de Mello Breyner

domingo, 29 de junho de 2008

Lisboa...

Esta é a minha Lisboa.
Gosto de a palmilhar com tempo, olhando o que não consigo ver no meu dia-a-dia corrido.
Desta vez fui para os lados do Campo Mártires da Pátria, não ia lá há anos. Fiquei surpreendida com a vida de bairro de um domingo solarengo. Nem me lembrava que havia um jardim com direito a lago, patos, faisões e uma esplanada simpática rodeada de árvores centenárias e repleta de moradores tagarelas e bem dispostos.
E a estátua do Dr. Sousa Martins que protege os enfermos, mesmo ali ao lado, continua imponente convidativa para as pessoas de fé. Um lugar de culto, bem no meio da praça, que impressiona.
Chocou-me a forma como as placas dos votos dos crentes foram literalmente despejadas à volta da estátua que só resulta, num insólito registo fotográfico.
Detenho-me, respiro fundo e reponho energias numa mesa de café a ouvir conversas alheias. Um pardalito atrevido tentou insistentemente partilhar comigo a minha torrada.


Não estando eu muito para aí virada tentou outra abordagem que quase me convenceu.
Mesmo ali ao lado, no nº 37, descobri o Goethe-Institut Portugal. Aventurei-me em dia de jogo Alemanha - Espanha, fui entrando sem ser convidada. Um cartaz à porta prometia um écran gigante e boa cerveja gelada. Desci uma escada escura, segui outros seres irreconhecíveis pelas pinturas de guerra, escondidos por baixo de grandes bandeiras.
Desemboquei num jardim muito bonito e bem cuidado com uma vista peculiar desta Lisboa que começava a escurecer. Lá dentro senti-me na Alemanha numa festa barulhenta de cantares incompreensíveis, regada a cerveja e acompanhada de chucrute, salsichas e salada de batata.
Saí a tempo quando a moral esmoreceu depois do golo da Espanha, não sem antes ter percebido que neste jardim escondido, de 8 a 24 de Julho, há "jazz im Goethe-Garten", às terças e quintas.
As coisas que eu vou descobrindo nesta minha Lisboa!

Imponderáveis...

Na semana passada tropecei numa entrevista, no Expresso, sobre a vida de André Gonçalves Pereira. O traçado de um perfil interessante, de uma personalidade sedutora, com uma existência repleta de vida bem vivida. Detive-me num pormenor, uma citação deste homem de cabelos prateados que se casou depois dos 50 anos: “pela primeira vez, encontrei alguém de quem gostava, que gostava de mim e que queria e podia casar-se comigo”.
Fiquei a pensar na simplicidade de um Momento, de nele acontecer ou não o resto da nossa vida.
A vida dá voltas e ainda me surpreende.
Tenho vindo a aprender com cada jornada, dos últimos anos, que saber viver é saborear o momento, o minuto.
Não adianta planear muito além do dia-a-dia.
Um dia, num Momento, muda o rumo, escrevem-se outras histórias em que entram outras personagens!

domingo, 22 de junho de 2008

Interiores...




Domingo, ressaca de um susto.
Dia quente de Verão lá fora, Sol e muitas coisas para pensar cá dentro.

quinta-feira, 19 de junho de 2008

O segredo de um cuscuz...


Mais um filme fantástico desta temporada. O realizador, Abdellatif Kechiche.
“Slimane é um homem velho e cansado que foi despedido do porto onde trabalha. Encontra um novo objectivo na vida quando decide abrir um restaurante de cuscuz, com a preciosa ajuda da numerosa família. Mas a tão esperada noite de estreia traz muitas surpresas...”
Já lhe chamaram um não-filme. A mim fascinou-me a forma como está filmado, o realismo das personagens com uma interpretação irrepreensível. Apetece-nos entrar nas conversas, dar a nossa opinião, participar no almoço familiar, provar o cuscuz.
E, claro, as relações entre as pessoas, pinceladas com toda a complexidade e originalidade da personalidade, da cultura e vivências de cada um, são o menu principal.
Um retrato de mestre, da luta de quem não tem nada para concretizar um sonho, a braços com a burocracia e burguesia francesa que se poderia passar em Portugal.
Neste filme ganha a criatividade de quem não tem nada a perder, ou já perdeu tudo.
Vale a pena ler, embora longa, a crítica no Público de Vasco Câmara, aqui.

Senti saudades do Cuscuz da minha amiga Patrícia, que é certamente o melhor do mundo.
Obrigada AC pelas dicas sempre tão certeiras e de acordo com a minha sensibilidade.

terça-feira, 17 de junho de 2008

Missiva...


Hoje apeteceu-me telefonar-te.
Contar-te talvez que hoje foi o primeiro dia do ano em que lavei o meu carro, o segundo e último dia, como te recordarás, será no final do Verão;
Ou, contar-te os meus pequenos dramas;
Ou, que iniciei a limpeza das inutilidades da minha vida;
Ou, que me sinto num corredor onde acabei de fechar uma porta, e poderei estar prestes a abrir outra;
Ou, que tenho saudades;
Ou, outra coisa qualquer...

Depois lembrei-me que há muito mais de um ano que não estás em casa...
Que talvez até te tenhas esquecido do meu nome!

domingo, 15 de junho de 2008

Escapadela a Odemira...






















(Sim! é o Mário Laginha)

sexta-feira, 13 de junho de 2008

No dia do aniversário de Fenando Pessoa...

Curiosamente um destes dias "caiu-me" nas mãos um texto muito bonito de Fernando Pessoa. Apetece-me partilhá-lo hoje, no dia dos 120 anos do seu nascimento. Aqui fica o texto para ser saboreado.

“Posso ter defeitos, viver ansioso e ficar irritado algumas vezes, mas não esqueço de que minha vida é a maior empresa do mundo. E que posso evitar que ela vá à falência.
Ser feliz é reconhecer que vale a pena viver, apesar de todos os desafios, incompreensões e períodos de crise.
Ser feliz é deixar de ser vítima dos problemas e se tornar um autor da própria história.
É atravessar desertos fora de si, mas ser capaz de encontrar um oásis no recôndito da sua alma.
É agradecer a Deus a cada manhã pelo milagre da vida.
Ser feliz é não ter medo dos próprios sentimentos.
É saber falar de si mesmo.
É ter coragem para ouvir um não. É ter segurança para receber uma crítica, mesmo que injusta.
Pedras no caminho?
Guardo todas, um dia vou construir um castelo..."
Fernando Pessoa

terça-feira, 10 de junho de 2008

Dia de Portugal...



Hoje os meus pais fazem 46 anos de casados.

Todo o meu carinho e admiração...

segunda-feira, 9 de junho de 2008

Inconsistências...

Hoje deu-me um desejo irreprimível de ouvir as Variações de Goldberg de Bach, ao piano, interpretadas por Pedro Burnmester e escrever, escrever, não sei bem sobre o quê. Escrever mais como acto impulsivo, despejar para o papel frases, ideias, letras, consoante elas afloram ao meu pensamento. Libertar-me das angústias que me provocam as injustiças.

Fiquei a pensar na vida, no que quero fazer com ela, como quero estar nela...

Ontem ouvi compulsivamente os Metállica e os Moonspell, dando voz à minha alma “gótica” vestida a rigor que se esconde nas noites solitárias (hehehe) e principalmente nas noites de Lua Cheia (aquela que eu menos gosto).

Podia dar-me para pior :-)

quinta-feira, 5 de junho de 2008

Misturada na multidão...

Assumo, gosto de frequentar o Parque da Bela Vista em tempos de Rock in Rio.
Não tenho tido, nos últimos tempos, muitas oportunidades de assistir a concertos.
Perder-me numa multidão vestida a rigor para vibrar ao som dos Moonspell Apocalyptica, Machine Head e dos Metallica atrai-me.
Olho à minha volta, transformo-me e liberto-me do meu quotidiano, seguro, "certinho", fujo do que é suposto, do meu sorriso "33", entro no ritmo dos sons agrestes que me estremecem por dentro. Convivo com o não habitual, adquiro gestos do contexto, deslumbo-me com as máscaras e trajes que se colam a mim, troco olhares cúmplices com o inaceitável, convivo com o som que se sente por dentro e com os aromas hipnotizantes que exaltam a multidão. Arranco de mim um "Nothing else Matters" sentido. Abstraio-me do meu EU e vivo outra alma, seduzida pelas metamorfoses do ser humano.
Uma noite fantástica!
Amanhã visto-me de MIM novamente e regresso às minhas rotinas.

domingo, 1 de junho de 2008

sábado, 31 de maio de 2008

Um bom momento...


Amy Winehouse aqui, porque é uma das melhores vozes dos últimos tempos.

Amy Winehouse, salvem-na...

Confesso que estou chocada.
Não gosto de assistir à degradação humana, muito menos quando ela é explorada em directo.
Foi-me penoso ver o que vi.
Diante de 90 mil pessoas estava uma pessoa que merecia ser ajudada e não exposta.
Ontem Amy Winehouse subiu ao palco do Rock n Rio e ninguém a impediu.
Nota negativa para os organizadores do Rock n Rio.
Após os 45 minutos de atraso e toda a especulação anterior do público se Amy viria ou não, teria sido fácil tomar a decisão de não a deixar subir ao palco.
Foi muito pior vê-la no estado em que estava, sem voz, perdida, a cair no palco, a esquecer as letras, de olhos revirados e andar bambo, agarrada a uma guitarra eléctrica sem saber o que fazer com ela, hematomas no pescoço e uma mão ligada que não a deixava segurar no microfone.
E... não fizemos nada.

segunda-feira, 26 de maio de 2008

Ao Anjo Gabriel...


Porque sim!

A Fonte

Com voz nascente a fonte nos convida
A renascermos incessantemente
Na luz do antigo sol nu e recente
E no sussurro da noite primitiva.

Sophia de Mello Breyner

sábado, 24 de maio de 2008

Corações...


Um filme de Alain Resnais que retrata com mestria as diferentes solidões.

Um filme belíssimo!

"Thierry, um agente imobiliário, esforça-se para encontrar um apartamento para Nicole e Dan. Na agência, Charlotte, empresta-lhe a cassete de uma emissão de tv que ela adora, "Estas canções que mudaram a minha vida", visão que muito perturbará Thierry. A irmã de Thierry, Gaelle, procura secretamente o amor em anúncios de jornais. Dan passa os seus dias no bar, onde confia a Lionel, o barman, as suas desventuras amorosas. Lionel recorre a uma benévola mulher para tratar do seu pai, Artur, um velho doente e colérico. É Charlotte que aparece. Desta forma, o movimento de uma personagem pode fazer pender o destino de outra sem o conhecer ou mesmo encontrar."

Um filme que nos deixa a pensar nas nossas próprias solidões e nos nossos Mecanismos de Defesa para as enfrentar dia após dia.
A Solidão, qualquer que ela seja, é dura!

Estar só, não é para todos...

quarta-feira, 21 de maio de 2008

Baú...


E não é que no tempo da outra senhora, era preciso uma licença para usar um isqueiro!

terça-feira, 20 de maio de 2008

Momentos bons...


"O Restaurante Solar dos Nunes, especialmente dedicado à rica tradição gastronómica da região do Alentejo, é uma referência gastronómica na restauração lisboeta. Um espaço rústico e acolhedor onde o acolhimento afectuoso e a qualidade do serviço fazem deste restaurante um espaço a visitar.
Queijos, fumados, pratos e doçaria conventual, sem esquecer a proficiente garrafeira, as especialidades deste restaurante são tradicionalmente confeccionadas a partir de ingredientes seleccionados, fazendo as delicias a qualquer bom garfo.
O restaurante Solar dos Nunes é fruto da dedicação de uma família que coordena uma equipa unida sempre pronta a agradar os clientes e amigos.Simpatia, determinação, transparência, respeito e profissionalismo são as máximas que sustentam este palco da tradição gastronómica do Alentejo em Lisboa."
Rua dos Lusíadas, Nº 70, 1300 - Lisboa
Telefone: 21 364 73 59
Uma sopa de cação fumegante...
Vidas que se trocam...
Momentos que se querem especiais, que se desejam intensos, que se sonham intermináveis.
Chego a casa, fecho a porta.
Sinto o vazio.
Amanhã o despertador toca às 7h em ponto!

quinta-feira, 15 de maio de 2008

Um ano a partilhar apontamentos...

Ainda não sei se gosto de ter um Blogue!

quarta-feira, 14 de maio de 2008

Frases que valem por si...

"Estudos recentes comprovam, fumar em aviões ajuda a deixar de fumar."
In
http://arcebispodecantuaria.blogs.sapo.pt/


sábado, 10 de maio de 2008

A não perder...


Um documentário perturbador para, quem como eu, pouco deu pela Ditadura.
Decorria o ano de 1959 e chegavam às casas dos portugueses cartas. Escritos de mobilização a um movimento de mulheres que se desconhecia existir. O objectivo, perpetuar o regime de Salazar, chamar mais mulheres para a “causa” sob a capa do “Deus, Pátria e Família”.
Algumas daquelas mulheres que responderam às cartas, pareciam-se com a minha avó, o mesmo penteado, o mesmo tipo de vestido, o mesmo jeito de tapar os joelhos com as mãos enrugadas, algumas, as mesmas vivências. Os discursos, certamente muito diferentes dos de uma senhora nascida em 1904, filha de pais divorciados, uma mulher lutadora, com a 4ª Classe, que aos 21 anos tirava a carta de condução. Hoje tenho pena de não lhe ter feito mais perguntas, sabido mais daqueles tempos. Lembro-me que era sempre das primeiras a depositar o seu voto assim que abriam as mesas até aos seus 90 anos, orgulhosa da sua idade e do direito adquirido com a chegada da liberdade, “dantes as mulheres não podiam votar” esclarecia.
Um documentário a não perder, muito bem realizado que nos perturba e faz dar mais valor à liberdade em que vivemos. O tempo voou, num desfilar de imagens e sentimentos que elas me provocaram por dentro.
Senti-me ambivalente, com a beleza das imagens e a crueza da época que retratam.

quinta-feira, 8 de maio de 2008

Um Conto Americano...


"Um jovem inventor concebe um motor que funciona apenas a água e julga, assim, ter encontrado o caminho para a fama e fortuna. Nos seus sonhos imagina-se a viver numa herdade, longe da urbe industrial, feliz, na companhia da irmã. Mas as suas expectativas vão ser goradas pela poderosa máquina das empresas, que cobiçam a patente de um invento tão rentável."
Vale a pena entrar no nosso Teatro Nacional D. Maria II.
Continua a ser um lugar especial que me transporta ao reino do faz-de-conta, onde consigo deixar o meu mundo corrido e me permito vaguear noutros espaços e noutros tempos.
Além de um café simpático e de uma excelente livraria temática, esta peça de David Mamet é um motivo acrescido para se passar pelo Rossio.
O texto não é fantástico, mas é compensado pelo ritmo dos actores em palco, pelas interpretações, desde a personagem patusca da Lourdes Norberto à cegueira da Paula Neves, culminando com a cenografia de Nuno Gabriel de Mello (um nome a reter).
Esta peça vale pelos cenários que se transformam a cada minuto, num movimento incessante que fascina.
A moral: o pior do mundo são mesmo as pessoas!
Uma noite bem passada.

terça-feira, 6 de maio de 2008


"Gosto de gostar de ti"

domingo, 4 de maio de 2008

Só as mães sabem aquilo que precisamos mesmo de ouvir...




Dia da Mãe...


Os meus pais são únicos.
A minha mãe é única!
Este é o dia em que quero que ela se sinta especial, mais do que em todos os outros, pelo muito que nos tem dado ao longo da sua vida.

À semelhança do que já escrevi, lido, penosamente, todos os dias, com jovens que se querem esquecer que têm pais. Como mulher acho ainda menos tolerante que, embora seja mais raro, haja mães que maltratem os filhos.
As mães são as únicas pessoas no mundo que nos podem amar incondicionalmente...
Eu, sinto-me especial porque:
Tenho uma mãe que me senta ao colo independentemente da minha idade;
Tenho uma mãe que me beija e abraça sem pedir nada em troca;
Tenho uma mãe que é a única pessoa a dizer que aquele casaco que adoro, me fica mesmo mal.
Tenho uma mãe que me acha uma excelente profissional;
Tenho uma mãe que me enche de “mimos” e compra aquelas coisas que só ela descobre;

Tenho uma mãe que me contem as lágrimas, naqueles dias em que o mundo desaba;
Tenho uma Mãe!
Gosto muito de ser sua filha...

Também tenho uma irmã... que é Mãe.

sábado, 3 de maio de 2008

Interrogação...


De manhã abri um iogurte natural. Na tampa, do lado de dentro a simpática mensagem “saudades tuas”.
Ontem bebi um café. No pacote: “um dia encho-te o quarto de flores”.
Agora, como um iogurte que abri ansiosa e cuidadosamente para não danificar o escrito interno “és o meu sorriso”.
Fico a pensar no significado de tantos mimos, tantos cuidados que me são dirigidos, enquanto consumidora.
Isto quer dizer o quê?

quinta-feira, 1 de maio de 2008

Uma boa partilha de um amigo...


Maio maduro Maio
Quem te pintou
Quem te quebrou o encanto
Nunca te amou
Raiava o Sol já no Sul
E uma falua vinha
Lá de Istambul

Sempre depois da sesta
Chamando as flores
Era o dia da festa
Maio de amores
Era o dia de cantar
E uma falua andava
Ao longe a varar

Maio com meu amigo
Quem dera já
Sempre depois do trigo
Se cantará
Qu'importa a fúria do mar
Que a voz não te esmoreça
Vamos lutar

Numa rua comprida
El-rei pastor
Vende o soro da vida
Que mata a dor
Venham ver, Maio nasceu
Que a voz não te esmoreça
A turba rompeu

Zeca Afonso