Sentir, Aprender, Registar... Escrever o que me vai na alma. E conversar Sempre... tranquilamente, com quem se gosta!
sábado, 30 de agosto de 2008
sexta-feira, 29 de agosto de 2008
A melhor juventude...
Um filme de Marco Tullio Giordana, italiano, claro, como gosto deles. Um filme que me preencheu que me emocionou que me fez pensar no pouco que saímos do nosso pequeno mundo.segunda-feira, 25 de agosto de 2008
20 anos...

Foram dias agitados.
Naquele dia o telefone tocou a horas impróprias fazendo temer o pior.
A casa ficou alvoraçada, pulámos todos da cama e à pressa vestimos qualquer coisa. O meu pai e a minha avó avançaram rumo à Rua do Carmo, eu fui depois com o resto da família. A loja da minha avó foi poupada às chamas, mas ficou inundada pelas águas que fizeram da rua uma cascata. A mercadoria inutilizada, milhares de prejuízo que comparado com o que ali se viveu, foi NADA.
Também se viveram dias de entreajuda e solidariedade, entre todas aquelas pessoas que lutaram contra as chamas, preservaram vidas e bens.
Durante semanas a vida lá por casa ficou suspensa, mas a pouco e pouco lá recomeçou e a loja renasceu mais 5 anos, altura em que a minha avó se decidiu reformar aos 89 anos.
Em muitas casas a vida nunca mais terá sido a mesma!
quarta-feira, 20 de agosto de 2008
Leituras de Verão...

Esta é a minha segunda incursão por Montalbán que tarde o conheci, mas agradeço a quem mo apresentou. O primeiro livro que li dele foi “Os alegres rapazes de Atzavara” que achei brilhante, na trama e nos personagens bem construídos. Dois livros muito diferentes mas muito bem escritos que se lêem de um fôlego.
Voltarei a Pepe Carvalho que tem algo que me seduz apesar de ser um anti-herói, pouco educado.
Um homem que sabe cozinhar, sabe apreciar e distinguir os ingredientes de uma iguaria e que acima de tudo não vacila perante uma carta de vinhos e escolhe sempre o néctar perfeito para saborear em cada momento, merece várias oportunidades!
Montalbán uma referência!
sábado, 2 de agosto de 2008
Tudo tem um fim...
Mais um ícone do meu passado que certamente desaparecerá.Há muito tempo que não passa de um aconchego, cada vez que passo por aquela casa. Um lugar quentinho nas minhas memórias, lembranças de brincadeiras de irmã e primos, correrias pelas escadarias, assaltos aos doces na cozinha, histórias inventadas na casa das bonecas, casamentos e baptizados imaginados na capela, horas perdidas a abrir as caixas de onde saiam chapéus e vestidos de baile, espalhadas pelo sótão, no meio de teias de aranha. Histórias de príncipes e princesas, piratas e duendes vividas naquele jardim. Aventuras retiradas dos livros dos “Cinco”. O canteiro dos meus girassóis!
Lembranças...
O polícia à porta, parecia guardar as minhas memórias.
Estava lá, a velha casa, mesmo que apenas a visse enquanto o sinal vermelho me obrigava a parar, parecendo dizer “ainda existo para ti, vês?”
Hoje li a notícia, o destino parece incerto.
Um pouco da minha Lisboa morre, se ali nascer um arranha-céus envidraçado de um qualquer arquitecto importado.
quinta-feira, 31 de julho de 2008
quarta-feira, 23 de julho de 2008
quarta-feira, 16 de julho de 2008
domingo, 13 de julho de 2008
Um recanto cheio de encantos...

Um casal especial também pela arte de bem receber, de acolher com prazer.
As iguarias preparadas com carinho e com requinte.
Um lugar especial construído vagarosamente,
como o são, todos os lugares que queremos únicos que nos dizem muito e saem d
e dentro de nós.Cada recanto tem um propósito, um afecto, uma forma de se estar nele e conversar. Gostei de me sentar debaixo do pinheiro, senti tranquilidade, senti amor, as conversas afectuosas a brindar um tempo bom.

Gostei de olhar para as árvores de fruta, plantadas uma a uma. Gostei em especial de uma, com folhas cor de vinho, alta, esguia, diferente e imponente, como que a desafiar as outras.
Gostei do cantinho do “lago”, um bom lugar para meditar, apesar da cobra que dizem morar por lá.
Um dia bem passado entre amigos bons, num chão construído p
or mãos que têm uma história feita de passado mas que avança rumo ao futuro, onde me senti bem.Há dias comentava com um amigo que sentia que não deixava "rasto".

Era talvez de um lugar assim de que falava.
Um sonho feito de terra, verde e tijolo.
Por lá deixei a crescer com carinho uma begónia vermelha...
terça-feira, 8 de julho de 2008
Missiva...

Corri pela areia, molhei os pés no mar salgado, apanhei conchas, sem sair de casa.
Senti a tua mão na minha como quando eu tinha medo.
Ouvi as tuas palavras serenas, sensatas e sábias que ainda chegam em eco.
Dobrei com cuidado e guardei o teu cheiro na mala verde.
Escrevi o futuro por cima do presente com a tua caneta preta de aparo dourado.
Reparei que já não penso, nem converso, tanto... São muitas as palavras que ficaram esquecidas.
Apeteceu-me sentar à noite no café, olhar rostos expressivos e inventar histórias, enredos, vivências e dar-lhes um final feliz, mas, não sei da chave que abre a porta de casa.
Há males que vêm por bem...
quarta-feira, 2 de julho de 2008
Ai Lisboa de tantos encantos, tantos desencantos mostras tu...
A foto é da minha amiga Lena. Lisboa é bela, vista de cima, escondendo pormenores sórdidos, mal cheirosos e degradantes que esta bela cidade onde nasci, alberga também.terça-feira, 1 de julho de 2008
Espero...
domingo, 29 de junho de 2008
Lisboa...
E a estátua do Dr. Sousa Martins que protege os enfermos, mesmo ali ao lado, continua imponente convidativa para as pessoas de fé. Um lugar de culto, bem no meio da praça, que impressiona.
Chocou-me a forma como as placas dos votos dos crentes foram literalmente despejadas à volta da estátua que só resulta, num insólito registo fotográfico.
Detenho-me, respiro fundo e reponho energias numa mesa de café a ouvir conversas alheias. Um pardalito atrevido tentou insistentemente partilhar comigo a minha torrada. 
Não estando eu muito para aí virada tentou outra abordagem que quase me convenceu.
Mesmo ali ao lado, no nº 37, descobri o Goethe-Institut Portugal. Aventurei-me em dia de jogo Alemanha - Espanha, fui entrando sem ser convidada. Um cartaz à porta prometia um écran gigante e boa cerveja gelada. Desci uma escada escura, segui outros seres irreconhecíveis pelas pinturas de guerra, escondidos por baixo de grandes bandeiras.Imponderáveis...
Fiquei a pensar na simplicidade de um Momento, de nele acontecer ou não o resto da nossa vida.
A vida dá voltas e ainda me surpreende.
Tenho vindo a aprender com cada jornada, dos últimos anos, que saber viver é saborear o momento, o minuto.
Não adianta planear muito além do dia-a-dia.
Um dia, num Momento, muda o rumo, escrevem-se outras histórias em que entram outras personagens!
domingo, 22 de junho de 2008
Interiores...
quinta-feira, 19 de junho de 2008
O segredo de um cuscuz...

Mais um filme fantástico desta temporada. O realizador, Abdellatif Kechiche.
“Slimane é um homem velho e cansado que foi despedido do porto onde trabalha. Encontra um novo objectivo na vida quando decide abrir um restaurante de cuscuz, com a preciosa ajuda da numerosa família. Mas a tão esperada noite de estreia traz muitas surpresas...”
Já lhe chamaram um não-filme. A mim fascinou-me a forma como está filmado, o realismo das personagens com uma interpretação irrepreensível. Apetece-nos entrar nas conversas, dar a nossa opinião, participar no almoço familiar, provar o cuscuz.
E, claro, as relações entre as pessoas, pinceladas com toda a complexidade e originalidade da personalidade, da cultura e vivências de cada um, são o menu principal.
Um retrato de mestre, da luta de quem não tem nada para concretizar um sonho, a braços com a burocracia e burguesia francesa que se poderia passar em Portugal.
Neste filme ganha a criatividade de quem não tem nada a perder, ou já perdeu tudo.
Vale a pena ler, embora longa, a crítica no Público de Vasco Câmara, aqui.
Senti saudades do Cuscuz da minha amiga Patrícia, que é certamente o melhor do mundo.
Obrigada AC pelas dicas sempre tão certeiras e de acordo com a minha sensibilidade.
terça-feira, 17 de junho de 2008
Missiva...
Hoje apeteceu-me telefonar-te.
Contar-te talvez que hoje foi o primeiro dia do ano em que lavei o meu carro, o segundo e último dia, como te recordarás, será no final do Verão;
Ou, contar-te os meus pequenos dramas;
Ou, que iniciei a limpeza das inutilidades da minha vida;
Ou, que me sinto num corredor onde acabei de fechar uma porta, e poderei estar prestes a abrir outra;
Ou, outra coisa qualquer...
Depois lembrei-me que há muito mais de um ano que não estás em casa...
domingo, 15 de junho de 2008
sexta-feira, 13 de junho de 2008
No dia do aniversário de Fenando Pessoa...
“Posso ter defeitos, viver ansioso e ficar irritado algumas vezes, mas não esqueço de que minha vida é a maior empresa do mundo. E que posso evitar que ela vá à falência.
Ser feliz é reconhecer que vale a pena viver, apesar de todos os desafios, incompreensões e períodos de crise.
Ser feliz é deixar de ser vítima dos problemas e se tornar um autor da própria história.
É atravessar desertos fora de si, mas ser capaz de encontrar um oásis no recôndito da sua alma.
É agradecer a Deus a cada manhã pelo milagre da vida.
Ser feliz é não ter medo dos próprios sentimentos.
É saber falar de si mesmo.
É ter coragem para ouvir um não. É ter segurança para receber uma crítica, mesmo que injusta.
Pedras no caminho?
Guardo todas, um dia vou construir um castelo..."
Fernando Pessoa
terça-feira, 10 de junho de 2008
segunda-feira, 9 de junho de 2008
Inconsistências...
Hoje deu-me um desejo irreprimível de ouvir as Variações de Goldberg de Bach, ao piano, interpretadas por Pedro Burnmester e escrever, escrever, não sei bem sobre o quê. Escrever mais como acto impulsivo, despejar para o papel frases, ideias, letras, consoante elas afloram ao meu pensamento. Libertar-me das angústias que me provocam as injustiças.
Fiquei a pensar na vida, no que quero fazer com ela, como quero estar nela...
Ontem ouvi compulsivamente os Metállica e os Moonspell, dando voz à minha alma “gótica” vestida a rigor que se esconde nas noites solitárias (hehehe) e principalmente nas noites de Lua Cheia (aquela que eu menos gosto).
Podia dar-me para pior :-)
quinta-feira, 5 de junho de 2008
Misturada na multidão...
Não tenho tido, nos últimos tempos, muitas oportunidades de assistir a concertos.
Perder-me numa multidão vestida a rigor para vibrar ao som dos Moonspell Apocalyptica, Machine Head e dos Metallica atrai-me.

domingo, 1 de junho de 2008
sábado, 31 de maio de 2008
Amy Winehouse, salvem-na...
segunda-feira, 26 de maio de 2008
Ao Anjo Gabriel...
sábado, 24 de maio de 2008
Corações...
Um filme de Alain Resnais que retrata com mestria as diferentes solidões.
Um filme belíssimo!
"Thierry, um agente imobiliário, esforça-se para encontrar um apartamento para Nicole e Dan. Na agência, Charlotte, empresta-lhe a cassete de uma emissão de tv que ela adora, "Estas canções que mudaram a minha vida", visão que muito perturbará Thierry. A irmã de Thierry, Gaelle, procura secretamente o amor em anúncios de jornais. Dan passa os seus dias no bar, onde confia a Lionel, o barman, as suas desventuras amorosas. Lionel recorre a uma benévola mulher para tratar do seu pai, Artur, um velho doente e colérico. É Charlotte que aparece. Desta forma, o movimento de uma personagem pode fazer pender o destino de outra sem o conhecer ou mesmo encontrar."
Um filme que nos deixa a pensar nas nossas próprias solidões e nos nossos Mecanismos de Defesa para as enfrentar dia após dia.
A Solidão, qualquer que ela seja, é dura!
Estar só, não é para todos...
quarta-feira, 21 de maio de 2008
terça-feira, 20 de maio de 2008
Momentos bons...
Queijos, fumados, pratos e doçaria conventual, sem esquecer a proficiente garrafeira, as especialidades deste restaurante são tradicionalmente confeccionadas a partir de ingredientes seleccionados, fazendo as delicias a qualquer bom garfo.
O restaurante Solar dos Nunes é fruto da dedicação de uma família que coordena uma equipa unida sempre pronta a agradar os clientes e amigos.Simpatia, determinação, transparência, respeito e profissionalismo são as máximas que sustentam este palco da tradição gastronómica do Alentejo em Lisboa."
Uma sopa de cação fumegante...
quinta-feira, 15 de maio de 2008
quarta-feira, 14 de maio de 2008
Frases que valem por si...
http://arcebispodecantuaria.blogs.sapo.pt/
sábado, 10 de maio de 2008
A não perder...

Um documentário perturbador para, quem como eu, pouco deu pela Ditadura.
Decorria o ano de 1959 e chegavam às casas dos portugueses cartas. Escritos de mobilização a um movimento de mulheres que se desconhecia existir. O objectivo, perpetuar o regime de Salazar, chamar mais mulheres para a “causa” sob a capa do “Deus, Pátria e Família”.
Algumas daquelas mulheres que responderam às cartas, pareciam-se com a minha avó, o mesmo penteado, o mesmo tipo de vestido, o mesmo jeito de tapar os joelhos com as mãos enrugadas, algumas, as mesmas vivências. Os discursos, certamente muito diferentes dos de uma senhora nascida em 1904, filha de pais divorciados, uma mulher lutadora, com a 4ª Classe, que aos 21 anos tirava a carta de condução. Hoje tenho pena de não lhe ter feito mais perguntas, sabido mais daqueles tempos. Lembro-me que era sempre das primeiras a depositar o seu voto assim que abriam as mesas até aos seus 90 anos, orgulhosa da sua idade e do direito adquirido com a chegada da liberdade, “dantes as mulheres não podiam votar” esclarecia.
Um documentário a não perder, muito bem realizado que nos perturba e faz dar mais valor à liberdade em que vivemos. O tempo voou, num desfilar de imagens e sentimentos que elas me provocaram por dentro.

quinta-feira, 8 de maio de 2008
Um Conto Americano...
Vale a pena entrar no nosso Teatro Nacional D. Maria II.
Continua a ser um lugar especial que me transporta ao reino do faz-de-conta, onde consigo deixar o meu mundo corrido e me permito vaguear noutros espaços e noutros tempos.
Além de um café simpático e de uma excelente livraria temática, esta peça de David Mamet é um motivo acrescido para se passar pelo Rossio.
O texto não é fantástico, mas é compensado pelo ritmo dos actores em palco, pelas interpretações, desde a personagem patusca da Lourdes Norberto à cegueira da Paula Neves, culminando com a cenografia de Nuno Gabriel de Mello (um nome a reter).
Esta peça vale pelos cenários que se transformam a cada minuto, num movimento incessante que fascina.
A moral: o pior do mundo são mesmo as pessoas!
Uma noite bem passada.
























