Tradução-Homenagem: Carlos Drummond de Andrade
Sentir, Aprender, Registar... Escrever o que me vai na alma. E conversar Sempre... tranquilamente, com quem se gosta!
sábado, 31 de janeiro de 2009
Como pintar um pássaro...
Tradução-Homenagem: Carlos Drummond de Andrade
quarta-feira, 21 de janeiro de 2009
Curiosidades...
:-)
Ainda bem que não tenho medo das alturas!
segunda-feira, 19 de janeiro de 2009
Ao Poeta...
Os amigos amei
despido de ternura
fatigada;
uns iam, outros vinham,
a nenhum perguntava
porque partia,
porque ficava;
era pouco o que tinha
pouco o que dava,
mas também só queria
partilhar
a sede de alegria -
por mais amarga.
Eugénio de Andrade, in "Coração do Dia"
Nasceu a 19 de Janeiro de 1923
quinta-feira, 15 de janeiro de 2009
Leituras...
Este foi o primeiro livro que li do José Rodrigues dos Santos.Mergulhei nesta história fictícia, cheia de factos verídicos. Só não a li de um fôlego porque os afazeres profissionais assim não o permitiram.
A escrita é fluida, descritiva e por paisagens variadas: Portugal, Sibéria, Antárctica e Austrália. São 498 páginas empolgantes e preocupantes sobre o futuro da humanidade, apocalíptico sem dúvida.
Não fiquei indiferente à leitura, duvido que alguém fique. Vivendo esta minha vida tranquila, é fácil esquecer-me do problema que é o Aquecimento Global. O livro tem frases alarmantes que nos fazem temer o pior. Hidrogénio a palavra mágica. Pelo menos 110 000 pessoas e eu, já leram o livro, esperemos que haja tempo para salvarmos o planeta.
Não é o meu livro do ano, mas passei algumas horas simpáticas.
segunda-feira, 12 de janeiro de 2009
quinta-feira, 1 de janeiro de 2009
Partida...

Um novo ano, a estrear, empurrando o velho, com aquela esperança contida de ser O ANO.
Parto, desta vez, vazia de passado, tanto quanto se pode partir.
Parto, com um projecto pessoal e alguns projectos profissionais, desafiantes, para caminharem com sucesso.
Parto, sem fazer balanços do ano que passou.
Parto, com vontade de “saborear tempos e espaços”.
Parto, na certeza de encontros, reencontros, cheios de gestos empenhados na construção de momentos muito bons.
Peço Saúde para todos... esse bem precioso!
quarta-feira, 31 de dezembro de 2008
Epílogo...
Último dia do ano.Lá fora o tempo está farrusco, convida ao recolhimento.
Cá dentro, de mim, sinto-me triste com duas notícias chegadas hoje, duas mulheres que conheço têm cancro de mama, uma delas, uma querida amiga minha.
Instintivamente levo a mão aos meus seios em busca de algo anormal. Penso nos adiamentos sucessivos da mamografia e faço a promessa a mim mesma que em Janeiro marco.
Fico a pensar nelas e na angústia que sentem neste último dia do ano, em que o ambiente é de festas e euforia na esperança de um ano melhor.
Fico a pensar na importância dos outros na nossa vida, não de “outros” quaisquer ou de circunstância, mas de “outros” significativos para nós.
O meu desejo é que ninguém esteja sozinho quando uma notícia destas chegue, que tenha com quem dividir a angústia de uma sentença que compromete a vida e a nossa feminilidade.
Que perante uma notícia destas continuem as mulheres a ter quem as beije, toque e abrace.
Também podemos “alimentar” o ecoponto para que mais uma unidade móvel para o despiste do cancro da mama, salve mais mulheres.
quinta-feira, 25 de dezembro de 2008
Natal...
Pisando o luar branco dos caminhos
Sob o rumor das folhas inspiradas
A perfeição nasce do eco dos teus passos
E a tua presença acorda a plenitude
A que as coisas tinham sido destinadas
A história da noite é o gesto dos teus braços
O ardor do vento a tua juventude
E o teu andar é a beleza das estradas
Sophia de Mello Breyner
domingo, 21 de dezembro de 2008
Hoje apetece-me citar...
http://fernandonobre.blogs.sapo.pt/
segunda-feira, 8 de dezembro de 2008
sexta-feira, 5 de dezembro de 2008
De longe, somos todos normais...
Não tenho grande vontade de comentar o que se vai passando neste cantinho à beira mar plantado, apesar de não andar de olhos fechados.
A crise e as políticas que temos deprimem-me, a solidariedade, apenas porque se aproxima o Natal, faz-me azia.
Apetece-me aqui registar outros “Apontamentos” que me quebrem a rotina.
Apenas uma “Nota Solta”, para reflectir.
Porque será que o Governo “dá” 60 milhões de euros para "salvar" um banco que apenas tem a finalidade de gerir fortunas e não “arranja” uns “trocos” para comprar o espólio do Fernando Pessoa?
segunda-feira, 1 de dezembro de 2008
Desabafo...
Dezembro começou há poucas horas e eu já estou em stress, com tudo aquilo que tenho para fazer este mês...
E depois há o Natal e tal...
Hoje, Dia da Restauração da Independência Nacional e eu, cada vez menos independente...
Ufa!
(sinto-me melhor agora)
quinta-feira, 27 de novembro de 2008
Dias felizes...
sexta-feira, 14 de novembro de 2008
Tempos difíceis...
Nas escolas, a energia vai-se esvaindo por todos os nossos poros, a cada toque de campainha, a cada conversa trocada, a cada tarefa cumprida, a cada intervalo que não repõe forças.Perde-se o bom clima que sempre nos caracterizou, dissipando-se entre lágrimas, risos nervosos, encolheres de ombros, suspiros profundos, falsas indiferenças e normalidade forçada.
A solidariedade já não tem apenas um significado, passou a ter nuances.
As escadas erguem-se à minha frente como paredes de escalada.
Até as árvores mais antigas foram derrubadas e já não as vejo da minha janela.
Lá muito ao longe o mar, inderrubável, umas vezes calmo outras vezes revolto, mas sempre lá, como que a ensinar-nos uma lição.
Fecho o armário, a porta, desço as escadas, entro no carro.
Um dia frio e solarengo... sem sentido!
quinta-feira, 6 de novembro de 2008
No seu dia...
No alto mar
A luz escorre
Lisa sobre a água.
Planície infinita
Que ninguém habita.
O Sol brilha enorme
Sem que ninguém forme
Gestos na sua luz.
Livre e verde a água ondula
Graça que não modula
O sonho de ninguém.
São claros e vastos os espaços
Onde baloiça o vento
E ninguém nunca de delícia ou de tormento
Abriu neles os seus braços.
Sophia de Mello Breyner
terça-feira, 4 de novembro de 2008
segunda-feira, 3 de novembro de 2008
Não conseguiria escrever melhor o que sinto...
E mais não digo, porque perante tais palavras, não é necessário!
Já me levantei mais entusiasmada para enfrentar o meu dia de trabalho.
Hoje, duas jovens entraram a medo no meu gabinete, uma africana e uma moldava, uma avançou e disse num sorriso tímido: "A senhora parece muito simpática e nós precisamos muito de ajuda".
O que resta do meu entusiasmo é por elas.
domingo, 26 de outubro de 2008
quarta-feira, 22 de outubro de 2008
Outono...

Não me tem apetecido sentir.
Não me tem apetecido registar.
Não me tem apetecido conversar.
Aprender... vou aprendendo!
Este é um tempo que não é o meu tempo.
Muxy, até os sapatos já são outros.
Apenas o cheiro a terra molhada é inigualável...
“(...)
As coisas vêm vão e são tão vãs
como este olhar que ignoro que me olha.”
Ruy Belo
segunda-feira, 13 de outubro de 2008
Antó(nimo)...
Sou de outras coisas
pertenço ao tempo que há-de vir sem ser futuro
e sou amante da profunda liberdade
sou parte inteira de uma vida vagabunda
sou evadido da tristeza e da ansiedade
Sou doutras coisas
fiz o meu barco com guitarras e com folhas
e com o vento fiz a vela que me leva
sou pescador de coisas belas, de emoções
sou a maré que sempre sobe e não sossega
Sou das pessoas que me querem e que eu amo
vivo com elas por saber quanto lhes quero
a minha casa é uma ilha é uma pedra
que me entregaram num abraço tão sincero
Sou doutras coisas
sou de pensar que a grandeza está no homem
porque é o homem o mais lindo continente
tanto me faz que a terra seja longa ou curta
tranco-me aqui por ser humano e por ser gente
Sou doutras coisas
sou de entender a dor alheia que é a minha
sou de quem parte com a mágoa de quem fica
mas também sou de querer sonhar o novo dia
Fernando Tordo
quinta-feira, 9 de outubro de 2008
Evidências...
(...)
Não nos esquecemos de nada
Não nos esquecemos mesmo de nada
Habituamo-nos
Apenas
(...)
(tradução livre)
domingo, 28 de setembro de 2008
Leituras...
sábado, 27 de setembro de 2008
Paul Newman partiu...

(...)
Há um rosto. Em todas, todas as primeiras páginas.
E o que mais sobressai, o olhar, o olhar mais azul do cinema.
O dia em que passa a viver apenas, nos filmes e na memória.
O seu olhar, por si só, era um rasgo distintivo deste pássaro da eterna juventude.
Muito mais que uma grande estrela.
Estimável renegado, uma espantosa figura de animal humano, com candura e cujo magnetismo era quase impossível resistir.
Era uma estrela com um coração imenso.
Deu milhões de dólares a associações de solidariedade.
Viveu sob os focos, nas nunca se deixou deslumbrar.
Foi elegante e discreto até morrer.
Um combatente contra a guerra do Vietname, um lutador pelos direitos civis na América e no mundo.
Fez bem, tudo o que fez.
Grande em tudo, como actor, como realizador, como marido, como filantropo, como piloto de automóveis, como militante democrata e até mesmo como cozinheiro.
(...)
In Sena Santos – Podcast - TSF
sábado, 20 de setembro de 2008
Leituras...

Leitora assídua das crónicas de Veríssimo, veio parar-me às mãos o seu primeiro romance há pouco tempo revisto pelo autor. O seu humor, mordaz e inteligente continua a cativar-me.
Mais habituada às suas sátiras brilhantes sobre a “nossa vidinha” fiquei surpreendida favoravelmente com a teia deste romance, duas histórias paralelas bem arquitectadas da vida de um escritor de segunda categoria e dos seus personagens.
E mais não digo!
Um livro que me proporcionou algumas horas bem passadas e me ensinou mais sobre a arte de bem escrever.
Sem ter a ver com o tema do livro, mas porque ainda estou “mexida” pelo documentário que acabei de ver ontem “Ónibus 174” de José Padilha realizador de “Cidade de Deus”, penso nesse país que me toca o coração.
Brasil, país de contrastes.
Luís Fernando Veríssimo e Sandro do Nascimento, filhos de um mesmo chão!
Há dias foi descoberto mais petróleo no Brasil.
Um país lindíssimo, cheio de riquezas naturais que continua “viajando na maionese” no que toca aos seus meninos de rua.
sexta-feira, 19 de setembro de 2008
terça-feira, 16 de setembro de 2008
Sofremos de curiosidade mórbida...
Anda com muito dinheiro na carteira para mostrar que tem muito dinheiro?
Resposta: Sim, nunca ando com menos de 400 euros em notas na carteira.
Tem orgulho no seu filho?
Resposta: não
Já aumentou o peso da balança para que um produto pese mais e levar mais dinheiro aos seus clientes?
Resposta: Sim
Queria ter um pénis maior?
Resposta: sim, até queria ter dois, agora o país vai achar que eu sou deficiente (como se já não achasse).
Alguma vez bateu na sua mulher?
Depois de grande burburinho entre as mulheres da família, a filha não o deixou responder (há felizmente essa possibilidade no programa).
Mas a mulher, que podia ter ficado calada, diz: há dias e dias, é melhor não falar nisso.
Ao que recebe um conselho sábio da Teresa Guilherme: "se por acaso isso acontecer, deve falar sobre isso com o seu marido".
Aceitaria 250 mil euros para ter relações homosexuais?
Resposta: sim, por 250 mil euros "aviava" dois.
Um programa português!
Um artista português!
segunda-feira, 8 de setembro de 2008
domingo, 31 de agosto de 2008
Ao Marcelo...
Voltar ali onde
sábado, 30 de agosto de 2008
Um sentir "livre"...
uma pedra a pôr no chão da rua,
uma luar presença sob o sol.
Tenho uma coisa para te devolver,
para ficar minha sendo tua,
aquecida no tempo e nestes olhos.
Tenho uma coisa que eu te posso dar
que é o vento a vir atrás do verde
e a dizer azul no teu cabelo.
Pedro Támen
sexta-feira, 29 de agosto de 2008
A melhor juventude...
Um filme de Marco Tullio Giordana, italiano, claro, como gosto deles. Um filme que me preencheu que me emocionou que me fez pensar no pouco que saímos do nosso pequeno mundo.segunda-feira, 25 de agosto de 2008
20 anos...

Foram dias agitados.
Naquele dia o telefone tocou a horas impróprias fazendo temer o pior.
A casa ficou alvoraçada, pulámos todos da cama e à pressa vestimos qualquer coisa. O meu pai e a minha avó avançaram rumo à Rua do Carmo, eu fui depois com o resto da família. A loja da minha avó foi poupada às chamas, mas ficou inundada pelas águas que fizeram da rua uma cascata. A mercadoria inutilizada, milhares de prejuízo que comparado com o que ali se viveu, foi NADA.
Também se viveram dias de entreajuda e solidariedade, entre todas aquelas pessoas que lutaram contra as chamas, preservaram vidas e bens.
Durante semanas a vida lá por casa ficou suspensa, mas a pouco e pouco lá recomeçou e a loja renasceu mais 5 anos, altura em que a minha avó se decidiu reformar aos 89 anos.
Em muitas casas a vida nunca mais terá sido a mesma!
quarta-feira, 20 de agosto de 2008
Leituras de Verão...

Esta é a minha segunda incursão por Montalbán que tarde o conheci, mas agradeço a quem mo apresentou. O primeiro livro que li dele foi “Os alegres rapazes de Atzavara” que achei brilhante, na trama e nos personagens bem construídos. Dois livros muito diferentes mas muito bem escritos que se lêem de um fôlego.
Voltarei a Pepe Carvalho que tem algo que me seduz apesar de ser um anti-herói, pouco educado.
Um homem que sabe cozinhar, sabe apreciar e distinguir os ingredientes de uma iguaria e que acima de tudo não vacila perante uma carta de vinhos e escolhe sempre o néctar perfeito para saborear em cada momento, merece várias oportunidades!
Montalbán uma referência!
sábado, 2 de agosto de 2008
Tudo tem um fim...
Mais um ícone do meu passado que certamente desaparecerá.Há muito tempo que não passa de um aconchego, cada vez que passo por aquela casa. Um lugar quentinho nas minhas memórias, lembranças de brincadeiras de irmã e primos, correrias pelas escadarias, assaltos aos doces na cozinha, histórias inventadas na casa das bonecas, casamentos e baptizados imaginados na capela, horas perdidas a abrir as caixas de onde saiam chapéus e vestidos de baile, espalhadas pelo sótão, no meio de teias de aranha. Histórias de príncipes e princesas, piratas e duendes vividas naquele jardim. Aventuras retiradas dos livros dos “Cinco”. O canteiro dos meus girassóis!
Lembranças...
O polícia à porta, parecia guardar as minhas memórias.
Estava lá, a velha casa, mesmo que apenas a visse enquanto o sinal vermelho me obrigava a parar, parecendo dizer “ainda existo para ti, vês?”
Hoje li a notícia, o destino parece incerto.
Um pouco da minha Lisboa morre, se ali nascer um arranha-céus envidraçado de um qualquer arquitecto importado.














