Sentir, Aprender, Registar... Escrever o que me vai na alma. E conversar Sempre... tranquilamente, com quem se gosta!
terça-feira, 14 de abril de 2009
domingo, 12 de abril de 2009
sábado, 11 de abril de 2009
Vamos a melhorar este cantinho, por favor...
A intenção era certamente boa, reciclar, melhorar o ambiente, etc., etc..
Na prática passei a morar ao pé de uma lixeira e neste mês em que se paga o IMI, sinto-me revoltada.
Pago para morar ao pé de pessoas , que pasme-se também moram aqui e se sentem bem com a sua consciência a sujar o que é delas e dos outros.
Para os meus amigos de terras do Cruzeiro do Sul, esclareço que a CML tem à disposição dos senhores munícipes um nº de telefone que se liga e vêm gratuitamente recolher o lixo maior, à porta de cada um.
Ontem, na A5, seguia atrás de um Audi (talvez isto também diga algo), fui brindada por um maço de tabaco vazio que quase me bateu no carro, logo de seguida o invólucro de plástico do novo maço, voou na minha direcção. Buzinei, apenas uma vez, indignada, recebi um amável dedo fora da janela numa posição pouco recomendável.
E há ainda aqueles que em tempo de crise, roubam os anéis da mão de quem lhes dá emprego!
Como diz o meu pai: "É o que temos!"
Este breve desabafo é partilhado ao mesmo tempo que estou a ouvir uma entrevista com António Barreto que brilhantemente diz: "Qualquer coisa em Portugal demora muito, muito tempo. Parece que somos um país cansado"
Pelos vistos estamos cansados, até de cuidar de nós!
quarta-feira, 1 de abril de 2009
Esta noite improvisa-se...
Por uma boa causa e em boa companhia.
A primeira peça de Pirandello que assisti.
Uma encenação excelente para um texto rico.
Trinta e dois actores em palco a dar vida a duas histórias numa.
Um, dois em um que nos faz reflectir sobre o mundo do trabalho e o nosso "mundinho".
O teatro, no teatro que é a vida.
Não há tempo para respirar, o espectador entra na peça e no que se passa fora dela num vai vem constante, passeia-se entre os actores, emociona-se e revê-se nas histórias de vida de cada uma das personagens.
Todos os actores são "grandes" mas a Sílvia Filipe consegue angustiar-nos com a sua "Mommina".
Nota 10!
O Teatro D. Maria II, concorde-se ou não com a nova direcção encabeçada por Diogo Infante, está de parabéns.
sexta-feira, 27 de março de 2009
terça-feira, 24 de março de 2009
O Noddy faz 60 anos...

Como já devem ter reparado, ando sem grande inspiração.
Se a Barbie não fez parte da minha infância, já o Noddy esteve sempre presente, nuns livros fantásticos e muito coloridos que a minha prima Ana tinha e que eu "devorava".
Quem se lembra?
sábado, 21 de março de 2009
Chegou, finalmente...

ANUNCIAÇÃO
Surdo murmúrio do rio,
a deslizar, pausado, na planura.
Mensageiro moroso
dum recado comprido,
di-lo sem pressa ao alarmado ouvido
dos salgueirais:
a neve derreteu
nos píncaros da serra;
o gado berra
dentro dos currais,
a lembrar aos zagais
o fim do cativeiro;
anda no ar um perfumado cheiro
a terra revolvida;
o vento emudeceu;
o sol desceu;
a primavera vai chegar, florida.
Miguel Torga
segunda-feira, 9 de março de 2009
domingo, 8 de março de 2009
Dizer Mulher...
Retrato de uma princesa desconhecida
Para que os seus pulsos tivessem um quebrar de caule
Para que os seus olhos fossem tão frontais e limpos
Para que a sua espinha fosse tão direita
E ela usasse a cabeça tão erguida
Com uma tão simples claridade sobre a testa
Foram necessárias sucessivas gerações de escravos
De corpo dobrado e grossas mãos pacientes
Servindo sucessivas gerações de príncipes
Ainda um pouco toscos e grosseiros
Ávidos cruéis e fraudulentos
Foi um imenso desperdiçar de gente
Para que ela fosse aquela perfeição
Solitária exilada sem destino
Para que ela tivesse um pescoço tão fino
Para que os seus pulsos tivessem um quebrar de caule
Para que os seus olhos fossem tão frontais e limpos
Para que a sua espinha fosse tão direita
E ela usasse a cabeça tão erguida
Com uma tão simples claridade sobre a testa
Foram necessárias sucessivas gerações de escravos
De corpo dobrado e grossas mãos pacientes
Servindo sucessivas gerações de príncipes
Ainda um pouco toscos e grosseiros
Ávidos cruéis e fraudulentos
Foi um imenso desperdiçar de gente
Para que ela fosse aquela perfeição
Solitária exilada sem destino
Sophia de Mello Breyner Andresen
quarta-feira, 18 de fevereiro de 2009
Leituras...
Confesso que durante uns tempos ficou adormecido na prateleira dos livros em lista de espera. Numa tarde chuvosa dei-lhe uma oportunidade.
“Vazio Infinito”, um livro premiado escrito em 1974, por Philip K. Dick, autor de “Blade Runner – Perigo Iminente” adaptado ao cinema que exibe um Harrison Ford sem rugas.
Foi a primeira vez que mergulhei na leitura de um livro de ficção científica. O exercício é interessante. As pessoas, não são bem pessoas mas versões, seis e sete. Os quibble são carros voadores, os estudantes vivem debaixo do solo e são vistos como criminosos, acabando os seus dias nos campos de trabalhos forçados quando caiem nas malhas policiais ou implantam-lhes micro transmissores para recolher informações do submundo. Num mundo do futuro, as músicas estão guardadas em vinil ou numa vídeo cassete e as siglas CD e DVD desconhecidas. As fotografias dos documentos de identificação e as televisões, são 3D.
O tema cativa, um artista televisivo com trinta milhões de espectadores e admiradores, bem na vida, acorda um dia e descobre que não tem identidade, não existe na sociedade em que vive. Resta-lhe um fato de seda feito por medida (um dos dez no mundo inteiro), cinco mil dólares no bolso amarrotado e o novo estatuto de homem invisível.
Quando cheguei à última página fechei o livro e magiquei: só existimos na medida em que os outros que amamos e nos amam existem, privados das nossas referências lutamos activamente para as reencontrar, reencontrando-nos.
Gostei.
sábado, 14 de fevereiro de 2009
Dia dos Namorados...
Conta-mo outra vez
Conta-mo outra vez: é tão bonito que não me canso nunca de escutá-lo.
Repete-me outra vez que o par do conto foi feliz atá à morte.
Que ela não lhe foi infiel, que a ele nem sequer lhe ocorreu enganá-la.
E não te esqueças de que, apesar do tempo e dos problemas, continuaram beijando-se cada noite.
Conta-mo mil vezes por favor: é a história mais bela que conheço.
Amália Bautista (1962)
O amoré uma ave a tremer
nas mãos de uma criança.
Serve-se de palavras
por ignorar
que as manhãs mais limpas
não têm voz.
Eugénio de Andrade
quinta-feira, 5 de fevereiro de 2009
1904...
Hoje lembrei-me dos lanches de amigas, dos anos da minha avó.
Desde cedo, a casa cheirava a cera, a bolos e tudo era azáfama à minha volta.
No início da tarde começavam a chegar, sempre alegres, bem dispostas, perfumadas e vistosas, envoltas em conversas e novidades, as "raparigas da sua idade" porque "velhos são os trapos" como costumava dizer.Eu, misturava-me no doce tagarelar, nos sabores e nas cores dessas tardes anuais, deliciada.
Hoje, queria ter comprado uma flor, simples, delicada, bonita e perfeita... como ela era!
quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009
Curiosidade Linguística de hoje...
"Faltei porque fui fazer um izame"
e o Óscar vai para...
NOVAS OPORTUNIDADES!
sábado, 31 de janeiro de 2009
Como pintar um pássaro...
Pinte primeiro uma gaiola
com a porta aberta.
Em seguida pinte
alguma coisa graciosa,
alguma coisa simples, alguma coisa bonita,
alguma coisa útil...
ao pássaro.
Depois, coloque a tela contra uma árvore
no jardim,
no bosque
ou na floresta
e esconda-se
atrás da árvore
sem dizer nada, sem se mexer.
Às vezes o pássaro chega logo,
mas pode levar muitos, muitos anos
até se resolver.
Não desanime,
espere.
Espere, se preciso, durante anos.
A velocidade ou a lentidão da chegada
do pássaro, não tem a menor relação
com a qualidade da pintura.
Quando ele chegar
(se chegar)
mantenha o mais profundo silêncio,
espere que ele entre na gaiola.
Depois que entrar,
feche lentamente a porta com o pincel.
Aí então
apague uma por uma todas as varetas.
(Cuidado para não esbarrar em nenhuma pena
do pássaro).
Finalmente pinte a árvore,
reservando o mais belo de seus ramos
ao pássaro.
Pinte também a verde folhagem e a doçura dovento,
a poeira do sol,
o rumorejo dos bichinhos da relva no calor da
estação.
Depois aguarde que o pássaro se decida a
cantar.
Se ele não cantar,
mau sinal:
sinal de que o quadro não presta.
Mas bom sinal, se ele canta:
sinal de que você pode assinar o quadro.
Então retire suavemente
uma pena do pássaro
e escreva o seu nome a um canto do quadro.
Jacques Prévert
Tradução-Homenagem: Carlos Drummond de Andrade
quarta-feira, 21 de janeiro de 2009
Curiosidades...
Hoje, a ouvir um programa que não dispenso, "Escrita em Dia", descobri que sou uma leitora "paraquedista".
:-)
Ainda bem que não tenho medo das alturas!
:-)
Ainda bem que não tenho medo das alturas!
segunda-feira, 19 de janeiro de 2009
Ao Poeta...
Os Amigos
Os amigos amei
despido de ternura
fatigada;
uns iam, outros vinham,
a nenhum perguntava
porque partia,
porque ficava;
era pouco o que tinha
pouco o que dava,
mas também só queria
partilhar
a sede de alegria -
por mais amarga.
Eugénio de Andrade, in "Coração do Dia"
Nasceu a 19 de Janeiro de 1923
Os amigos amei
despido de ternura
fatigada;
uns iam, outros vinham,
a nenhum perguntava
porque partia,
porque ficava;
era pouco o que tinha
pouco o que dava,
mas também só queria
partilhar
a sede de alegria -
por mais amarga.
Eugénio de Andrade, in "Coração do Dia"
Nasceu a 19 de Janeiro de 1923
quinta-feira, 15 de janeiro de 2009
Leituras...
Este foi o primeiro livro que li do José Rodrigues dos Santos.Mergulhei nesta história fictícia, cheia de factos verídicos. Só não a li de um fôlego porque os afazeres profissionais assim não o permitiram.
A escrita é fluida, descritiva e por paisagens variadas: Portugal, Sibéria, Antárctica e Austrália. São 498 páginas empolgantes e preocupantes sobre o futuro da humanidade, apocalíptico sem dúvida.
Não fiquei indiferente à leitura, duvido que alguém fique. Vivendo esta minha vida tranquila, é fácil esquecer-me do problema que é o Aquecimento Global. O livro tem frases alarmantes que nos fazem temer o pior. Hidrogénio a palavra mágica. Pelo menos 110 000 pessoas e eu, já leram o livro, esperemos que haja tempo para salvarmos o planeta.
Não é o meu livro do ano, mas passei algumas horas simpáticas.
segunda-feira, 12 de janeiro de 2009
quinta-feira, 1 de janeiro de 2009
Partida...

E começa mais um ano!
Um novo ano, a estrear, empurrando o velho, com aquela esperança contida de ser O ANO.
Parto, desta vez, vazia de passado, tanto quanto se pode partir.
Parto, com um projecto pessoal e alguns projectos profissionais, desafiantes, para caminharem com sucesso.
Parto, sem fazer balanços do ano que passou.
Parto, com vontade de “saborear tempos e espaços”.
Parto, na certeza de encontros, reencontros, cheios de gestos empenhados na construção de momentos muito bons.
Peço Saúde para todos... esse bem precioso!
Um novo ano, a estrear, empurrando o velho, com aquela esperança contida de ser O ANO.
Parto, desta vez, vazia de passado, tanto quanto se pode partir.
Parto, com um projecto pessoal e alguns projectos profissionais, desafiantes, para caminharem com sucesso.
Parto, sem fazer balanços do ano que passou.
Parto, com vontade de “saborear tempos e espaços”.
Parto, na certeza de encontros, reencontros, cheios de gestos empenhados na construção de momentos muito bons.
Peço Saúde para todos... esse bem precioso!
quarta-feira, 31 de dezembro de 2008
Epílogo...
Último dia do ano.Lá fora o tempo está farrusco, convida ao recolhimento.
Cá dentro, de mim, sinto-me triste com duas notícias chegadas hoje, duas mulheres que conheço têm cancro de mama, uma delas, uma querida amiga minha.
Instintivamente levo a mão aos meus seios em busca de algo anormal. Penso nos adiamentos sucessivos da mamografia e faço a promessa a mim mesma que em Janeiro marco.
Fico a pensar nelas e na angústia que sentem neste último dia do ano, em que o ambiente é de festas e euforia na esperança de um ano melhor.
Fico a pensar na importância dos outros na nossa vida, não de “outros” quaisquer ou de circunstância, mas de “outros” significativos para nós.
O meu desejo é que ninguém esteja sozinho quando uma notícia destas chegue, que tenha com quem dividir a angústia de uma sentença que compromete a vida e a nossa feminilidade.
Que perante uma notícia destas continuem as mulheres a ter quem as beije, toque e abrace.
Também podemos “alimentar” o ecoponto para que mais uma unidade móvel para o despiste do cancro da mama, salve mais mulheres.
quinta-feira, 25 de dezembro de 2008
Natal...
Quem és tu que assim vens pela noite adiante,
Pisando o luar branco dos caminhos
Sob o rumor das folhas inspiradas
A perfeição nasce do eco dos teus passos
E a tua presença acorda a plenitude
A que as coisas tinham sido destinadas
A história da noite é o gesto dos teus braços
O ardor do vento a tua juventude
E o teu andar é a beleza das estradas
Sophia de Mello Breyner
Pisando o luar branco dos caminhos
Sob o rumor das folhas inspiradas
A perfeição nasce do eco dos teus passos
E a tua presença acorda a plenitude
A que as coisas tinham sido destinadas
A história da noite é o gesto dos teus braços
O ardor do vento a tua juventude
E o teu andar é a beleza das estradas
Sophia de Mello Breyner
domingo, 21 de dezembro de 2008
Hoje apetece-me citar...
"As duas doenças mais graves do mundo são a Intolerância e a Indiferença"
Fernando José Nobre
http://fernandonobre.blogs.sapo.pt/
http://fernandonobre.blogs.sapo.pt/
segunda-feira, 8 de dezembro de 2008
sexta-feira, 5 de dezembro de 2008
De longe, somos todos normais...
Não tenho grande vontade de comentar o que se vai passando neste cantinho à beira mar plantado, apesar de não andar de olhos fechados.
A crise e as políticas que temos deprimem-me, a solidariedade, apenas porque se aproxima o Natal, faz-me azia.
Apetece-me aqui registar outros “Apontamentos” que me quebrem a rotina.
Apenas uma “Nota Solta”, para reflectir.
Porque será que o Governo “dá” 60 milhões de euros para "salvar" um banco que apenas tem a finalidade de gerir fortunas e não “arranja” uns “trocos” para comprar o espólio do Fernando Pessoa?
Tantas notas soltas que andam por aí!
“De longe, somos todos normais”!
segunda-feira, 1 de dezembro de 2008
Desabafo...
Dezembro começou há poucas horas e eu já estou em stress, com tudo aquilo que tenho para fazer este mês...
E depois há o Natal e tal...
Hoje, Dia da Restauração da Independência Nacional e eu, cada vez menos independente...
Ufa!
(sinto-me melhor agora)
quinta-feira, 27 de novembro de 2008
Dias felizes...
sexta-feira, 14 de novembro de 2008
Tempos difíceis...
Nas escolas, a energia vai-se esvaindo por todos os nossos poros, a cada toque de campainha, a cada conversa trocada, a cada tarefa cumprida, a cada intervalo que não repõe forças.Perde-se o bom clima que sempre nos caracterizou, dissipando-se entre lágrimas, risos nervosos, encolheres de ombros, suspiros profundos, falsas indiferenças e normalidade forçada.
A solidariedade já não tem apenas um significado, passou a ter nuances.
As escadas erguem-se à minha frente como paredes de escalada.
Até as árvores mais antigas foram derrubadas e já não as vejo da minha janela.
Lá muito ao longe o mar, inderrubável, umas vezes calmo outras vezes revolto, mas sempre lá, como que a ensinar-nos uma lição.
Fecho o armário, a porta, desço as escadas, entro no carro.
Um dia frio e solarengo... sem sentido!
Estamos todos MALFERIDOS!
quinta-feira, 6 de novembro de 2008
No seu dia...
No alto mar
A luz escorre
Lisa sobre a água.
Planície infinita
Que ninguém habita.
O Sol brilha enorme
Sem que ninguém forme
Gestos na sua luz.
Livre e verde a água ondula
Graça que não modula
O sonho de ninguém.
São claros e vastos os espaços
Onde baloiça o vento
E ninguém nunca de delícia ou de tormento
Abriu neles os seus braços.
Sophia de Mello Breyner
terça-feira, 4 de novembro de 2008
segunda-feira, 3 de novembro de 2008
Não conseguiria escrever melhor o que sinto...
Tropecei, num dos blogues (http://ana-de-amsterdam.blogspot.com/) que leio frequentemente, nesta pérola, sobre as novas políticas educativas, para que as estatísticas da educação nos sejam mais favoráveis (digo eu claro).
E mais não digo, porque perante tais palavras, não é necessário!
Já me levantei mais entusiasmada para enfrentar o meu dia de trabalho.
Hoje, duas jovens entraram a medo no meu gabinete, uma africana e uma moldava, uma avançou e disse num sorriso tímido: "A senhora parece muito simpática e nós precisamos muito de ajuda".
O que resta do meu entusiasmo é por elas.
E mais não digo, porque perante tais palavras, não é necessário!
Já me levantei mais entusiasmada para enfrentar o meu dia de trabalho.
Hoje, duas jovens entraram a medo no meu gabinete, uma africana e uma moldava, uma avançou e disse num sorriso tímido: "A senhora parece muito simpática e nós precisamos muito de ajuda".
O que resta do meu entusiasmo é por elas.
domingo, 26 de outubro de 2008
quarta-feira, 22 de outubro de 2008
Outono...

Não me tem apetecido sentir.
Não me tem apetecido registar.
Não me tem apetecido conversar.
Aprender... vou aprendendo!
Este é um tempo que não é o meu tempo.
Muxy, até os sapatos já são outros.
Apenas o cheiro a terra molhada é inigualável...
“(...)
As coisas vêm vão e são tão vãs
como este olhar que ignoro que me olha.”
Ruy Belo
Acordarei...
segunda-feira, 13 de outubro de 2008
Antó(nimo)...
Sou de outras coisas
pertenço ao tempo que há-de vir sem ser futuro
e sou amante da profunda liberdade
sou parte inteira de uma vida vagabunda
sou evadido da tristeza e da ansiedade
Sou doutras coisas
fiz o meu barco com guitarras e com folhas
e com o vento fiz a vela que me leva
sou pescador de coisas belas, de emoções
sou a maré que sempre sobe e não sossega
Sou das pessoas que me querem e que eu amo
vivo com elas por saber quanto lhes quero
a minha casa é uma ilha é uma pedra
que me entregaram num abraço tão sincero
Sou doutras coisas
sou de pensar que a grandeza está no homem
porque é o homem o mais lindo continente
tanto me faz que a terra seja longa ou curta
tranco-me aqui por ser humano e por ser gente
Sou doutras coisas
sou de entender a dor alheia que é a minha
sou de quem parte com a mágoa de quem fica
mas também sou de querer sonhar o novo dia
Fernando Tordo
quinta-feira, 9 de outubro de 2008
Evidências...
(...)
Não nos esquecemos de nada
Não nos esquecemos mesmo de nada
Habituamo-nos
Apenas
(...)
(tradução livre)
domingo, 28 de setembro de 2008
Leituras...
O que gostei neste livro?
Da forma como está escrito, objectivo, factual, com alguma frieza até.
Gostei de saber que também temos um CSI português.
Fiquei fascinada com os meios técnicos e humanos da polícia judiciária, com os bastidores de uma investigação.
Fiquei impressionada com a "cooperação" entre os dois países (estou a ser irónica).
Acho que o objectivo do livro, como já disse o seu autor, é claro: reabrir o processo. Fico contente se isso acontecer.
A ética está na ordem do dia. Gonçalo Amaral ao revelar pormenores da investigação violou princípios éticos?
Esta seria uma discussão interessante!
A verdadeira vítima - Maddi
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