"No silêncio, a alma encontra o caminho com uma luz mais clara e mais brilhante."
Gandhi
Sentir, Aprender, Registar... Escrever o que me vai na alma. E conversar Sempre... tranquilamente, com quem se gosta!
Foram umas horas muito bem passadas. Um livro que nos fala sobre a natureza humana, no que ela tem de pior. Um "Best-Seller" internacional de um escritor dinamarquês Christian Jungersen. Quatro mulheres que trabalham num centro de informação sobre o genocídio (duas investigadoras, uma secretária e uma bibliotecária) experimentam no seu dia a dia os comportamentos que estudam. Um manual de psicologia sem dúvida, sobre a etiologia do Amor e do Mal. Todos nós podemos ser criminosos? Um livro inquietante!
Corria o ano de 1966, Woody compra um filme japonês de espionagem e substitui o diálogo original por outro da sua autoria. Acrescenta cenas e troca a ordem das existentes. O resultado é um filme onde um famoso agente secreto parte em busca da receita da "Melhor Salada de Ovo do Mundo" para impedir que ela caia em mãos erradas, pois quem a possuir poderá governar o mundo. Este é o seu primeiro filme como realizador e deixa prever o talento bem como o seu sentido de humor único de que tanto gosto. É sempre um prazer rever e saborear o "velho" Woody no meu sofá branco.
“Pequenas mentiras entre amigos” é um filme francês que nos enche a alma. Como eu gosto, cheios de pessoas com os seus pequenos mundos interiores, cheios de conversas cruzadas que nos tocam.
Já tenho o meu Diário Gráfico, um conjunto de materiais lindos de morrer oferecidos pela minha Luzinhas e uma enorme vontade de registar o que me rodeia, o que me emociona, embora ainda muito presa à minha falta de jeito e ao medo da folha em branco.
E, é sempre bom reencontrar o velho Woody, as suas personagens que se cruzam nas teias da vida, as emoções, as crises, os encontros e desencontros, os amores arrebatadores e os impossíveis. Não me interessa se é o pior, se há anos não se renova, se os filmes são um lugar comum, se quem viu um viu todos, se há décadas não é original, se, se, se... Para mim são sempre umas horas bem passadas onde me embrenho num mundo tão diferente e tão igual ao de todos nós. Foi bom andar pelas ruas de Londres, saborear os diálogos, as tensões, sentir-me voyeurista também da minha vida. Há até um excerto de "Lucia di Lammermoor" (como se ele soubesse). Ver um filme de Woody Allen é como entrar na casa de um velho amigo, ele sabe sempre o vinho que gostamos, a música é escolhida a dedo, o ambiente acolhedor e as conversas sempre especiais, prometem!