domingo, 5 de março de 2017

Ela...

De vez em quando passamos um pelo o outro. Num bairro de Lisboa, numa livraria comum ou num dos meus mercados favoritos.
O teu olhar já não se cruza com o meu.
Surges sempre imponente, apressado, atarefado, a resolver problemas pendentes, com o teu jeito peculiar de ser.
Ainda montas o teu cavalo alado.
E, desapareces nas nuvens.

quinta-feira, 9 de junho de 2016

Dois tomates...

De asinha empenada ando com tempo para deambular pelo meu bairro,
Afinal é um bairro com vida.
Hoje fui à mercearia comprar dois tomates. Na hora de pagar, a jovem, dos seus 20 e picos disse-me com um sorriso agradável: "São 2.90 euros." Disse-lhe que era impossível. Insistiu no preço, olhou para a máquina registadora e insistiu novamente: "Sim 2.90 euros!". Foi preciso o pai ouvir a conversa e vir em minha defesa: "Estás a fazer mal as contas são 35 cêntimos!".
Lá chegaremos... e será que já não se pensa?

domingo, 15 de maio de 2016

Porque não chove todos os dias...

Entrei por acaso hoje no meu blogue e verifiquei que faz hoje 9 anos que comecei a escrevinhar por aqui.

Estou noutra fase em que me apetece fazer outras coisas, mas de vez em quando ainda gosto de visitar certas passagens de vida aqui registadas.

Não me arrependo de nada que tenha escrito, nem vivido nestes últimos anos.

Parto para mais 9 anos, talvez com menos escritos mas com a mesma vontade de viver e conversar tranquilamente com quem gosto e com quem está ao meu lado. Querido Pê a frase é tua "Não chove todos os dias" e é nela que me vou inspirando para enfrentar os desafios do dia-a-dia. E venham eles!

domingo, 8 de maio de 2016

Na cozinha com...

Tenho uma relação atípica com a cozinha.
Só gosto de cozinhar de Inverno e quando não estou sozinha.
Gosto de cozinha de autor e o novo programa de Henrique Sá Pessoa entusiasma-me a querer criar mais momentos entre amigos na minha sala, mesmo que não seja eu a cozinhar.
Gosto de saborear novos pratos, gostaria de ir ao Alma, tenho a sorte de ter vivido momentos únicos e gosto de reviver outras paragens.
Não gosto de livros de cozinha!

PS - Entretanto já fui ao Alma e gostei.

sábado, 26 de dezembro de 2015

quarta-feira, 28 de outubro de 2015

Agora...

Um dia é preciso parar de sonhar e, de algum modo, partir Amyr Klint

domingo, 25 de outubro de 2015

Porque não é só a hora que muda...

Às vezes entra-se em casa com o outono
preso por um fio,
dorme-se então melhor,
mesmo o silêncio acabou por se calar.


Talvez pela noite fora ouça cantar o galo,
e um rapazito suba as escadas
com um cravo
e notícias de minha mãe.



Nunca fui tão amargo, digo-lhe então,
nunca à minha sombra a luz
morreu tão jovem
e tão turva.



Parece que vai nevar.

© EUGéNIO DE ANDRADE 
Branco no Branco, 1984 

Tropecei no "Murcon" e as palavras do Eugénio fizeram-me sentido.
"Mudar" um verbo recorrente nos meus sonhos e pesadelos.

sábado, 25 de julho de 2015

Poderei estar de volta...

Quase, quase de férias é tempo de balanços.
Vontade de começar uma nova etapa.
A ver vamos!

domingo, 28 de dezembro de 2014

Declaração...


Hoje vi um programa sobre blogues na TVI.
Parece que os blogues não morreram, pelo contrário estão em franca expansão. Cada vez mais se ganha dinheiro com os blogues e há muitas pessoas que lhes dedicam 100% da sua vida profissional.

Eu arrefeci.
Não me apetece escrever... aqui.
Estou desencantada.

Talvez um dia me volte a entusiasmar... ou não.
 

domingo, 18 de maio de 2014

Mais um livro...

Depois do Murakami que me encantou vou conhecer outro escritor, Joel Dicker.
Depois dou notícias.

quarta-feira, 1 de janeiro de 2014

Um novo ano...

Saúde... Amor... Paz

domingo, 1 de dezembro de 2013

sexta-feira, 22 de novembro de 2013

Há sempre o risco das saudades...

Surgiste no meio dos livros, como só podias surgir, alto, imponente, seguro, varrendo as prateleiras com o teu olhar curioso e profundo que nunca me deixa indiferente.
Por segundos saboreei a tua presença e por poucos minutos atualizámos excertos de vida.
 
Relembro o dia em que surgiste neste mundo virtual, inundando-o de belas poesias escolhidas, de palavras com sentido e comentários certeiros.
Reparei em ti, fiquei curiosa e acionei  o meu sentir. Mantive-me atenta e tu percebeste.
Um dia entraste no café, levaste um livro e pediste um Gordon´s, senti-me desafiada e sentei-me na mesa ao lado. Empolgada continuei a tua história e pelo teu teclar nasceu o Café Aroeira.
 
E, nasceu também um dueto inesperado, recheado de curiosidade, emoção, sedução, fantasia e imaginação. Um jogo de palavras que despertou a vontade de continuar uma história construída a duas mãos. E fiquei empolgada e gostei de chegar a casa e sorri como há muitos meses não sorria.
 
Hoje entrei em casa, sentei-me no meu sofá branco e reli deliciada pela quadragésima terceira vez "O Café Aroeira" porque como tu dizes, "há encontros que são como se fossem sem tempo ou intemporais..."

O único senão é que há sempre o risco das saudades...

sábado, 16 de novembro de 2013

Conselhos de Pai...

AO TEMPO QUE PASSA!...

Nesta etapa da vida
o tempo acelerou,
mas não temas a idade,
nem dês largas à saudade
desse tempo que passou

Não corras atrás do tempo
que já deixaste passar
por vezes o tempo perdido
pode anda ser vivido
se o souberes aproveitar

Vive o tempo presente
Deixa-o vir devagar
devagar, devagarinho
fizeste meio caminho,
outro tanto há-de chegar

Do meu Pai para mim

sexta-feira, 23 de agosto de 2013

Leituras de Verão...

Já tinha saudades de ler.
Ler sem preocupações, sem prazo, sem relatórios e obrigações pelo meio.
Não sou nada elitista nas minhas leituras, leio o que me aparece nas mãos.
E aqui está o que me apareceu nas mãos.
 
 
Há séculos que me apetecia ler Murakami, só não sabia por que livro iria começar. Arranquei com o "1Q84" por sugestão da minha amiga A e não me arrependi. A narrativa prende desde o primeiro minuto, Claro que já passei para o segundo volume e suspeito que o terceiro vem por aí. Estou curiosa por ler outros livros e o "Kafka à beira mar" já me aguarda na prateleira. Gostei bastante deste mundo fantasioso de Murakami e da sua forma de o descrever.

Também tinha que ler a trilogia de Grey pelo tanto que se escreveu sobre estes livros e pelo que ouvi dos meus amigos. Se forem à procura de uma boa história esqueçam, na minha opinião a história é fraquinha, fraquinha (para não dizer má), agora se querem ficar "acesos" ;-) os livros cumprem bem a sua função. Sem linguagem ofensiva mas explícita são uma porta aberta para outro mundo. Estão lidos e não me parece que me apeteça procurar outros da mesma autora.
O Nuno Camareiro foi lido em dois dias na praia. É um daqueles livros que não apetece acabar, onde nos revemos em cada uma das personagens. É um livro sobre o dia-a-dia que vai correndo ao sabor das horas, sobre a vida. É um livro onde não se passa nada, mas que nos deixa preenchidos por tão bem escrito que está. Não é por acaso que foi prémio da Leya. Fiquei com vontade de o reler outra vez daqui a uns tempos para o saborear ainda mais.
Têm sido umas férias muito produtivas!

segunda-feira, 8 de julho de 2013

Mês 7...

Não quero o primeiro beijo:
basta-me
o instante antes do beijo.
Quero-me
corpo ante o abismo,
terra no rasgão do sismo.
O lábio ardendo
entre tremor e temor,
o escurecer da luz
no desaguar dos corpos:
o amor
não tem depois.
Quero o vulcão
que na terra não toca:
o beijo antes de ser boca.

Mia Couto
in "Tradutor de chuvas"

quinta-feira, 13 de junho de 2013

Eugénio de Andrade...

Sê paciente; espera que a palavra amadureça
e se desprenda como um fruto ao passar
o vento que a mereça.
 

Eugénio de Andrade.
19 de Janeiro de 1923 - 13 de Junho de 2005

quinta-feira, 6 de junho de 2013

Para um amigo...

Para um amigo tenho sempre um relógio
esquecido em qualquer fundo de algibeira.
Mas esse relógio não marca o tempo inútil.
São restos de tabaco e de ternura rápida.
É um arco-íris de sombra, quente e trémulo.
É um copo de vinho com o meu sangue e o sol.

António Ramos Rosa, in "Viagem Através de uma Nebulosa"


sábado, 20 de abril de 2013

A viagem...

Foi um dia como qualquer outro no calendário.
Para mim foi mágico recheado de emoções muito especiais.
Foi um marco de vida, um recomeço de uma nova etapa que se espera sem percalços e farta em saúde, amor e amizade.
O carinho que recebi encheu o meu coração e as baterias ficaram carregadas para os próximos 50 anos.
Obrigada!
Sou uma pessoa abençoada.


quarta-feira, 27 de março de 2013

domingo, 3 de fevereiro de 2013

Desentralhar...

Ai está um verbo que me fascinou!
DESENTRALHAR
Na minha vida é urgente "desentralhar".
E é isto.

quarta-feira, 16 de janeiro de 2013

Neurose instalada...

Sinto-me completamente neurótica...
O meu pensamento está em modo «pescadinha com o rabo na boca».
Oh Crise!

sexta-feira, 11 de janeiro de 2013

Empreendedorismo...

Artur Baptista da Silva, o verdadeiro empreendedor em tempos de crise.
Fascinou-me a reportagem sobre ele na RTP 1.
E é o país que temos!

terça-feira, 1 de janeiro de 2013

2013...

Que venha em BOM, com muita SAÚDE e TRABALHO.

sábado, 8 de dezembro de 2012

Uma surpresa...


Nunca tinha lido Mário Zambujal.
Um livro de contos envolventes e com finais inesperados.
Gostei muito e na minha lista de pedidos de Natal já incluí outros livros dele.
Entretanto um livro viajou até ao Brasil, porque gosto de dar o que gosto.
Às vezes penso na quantidade de livros que não li e que nunca vou ler ao longo da minha vida e é um pensamento assustador.
Há mais livros que vida!

quinta-feira, 18 de outubro de 2012

Os Homens são de Marte...

E hoje foi noite de Teatro com amigos, seguido de convívio.
Um monólogo com Mônica Martélli, num texto que também é dela, inserido numa mostra de Teatro do Brasil.
Uma interpretação excelente num texto menos brilhante, na minha opinião. Mas como eu sempre digo por aqui, Teatro é Teatro!
 
 fotografia.JPG
Sinopse retirada daqui.
"Todas as mulheres já foram protagonistas de uma história como esta!
"Os Homens são de Marte e é para lá que eu vou" fala-nos de uma forma genuína e emotiva do dilema vivido por muitas mulheres: a procura de um grande amor!
A peça faz uma crítica ao comportamento e a certos valores da sociedade, e é uma visão bem-humorada da mulher do século XXI: independente, bem sucedida e com dificuldade em encontrar um homem que saiba compartilhar essa liberdade.
“Os homens são de Marte e é para lá que eu vou” conta-nos a história de Fernanda, 35 anos, solteira, jornalista formada, que trabalha numa empresa de eventos.
Fernanda, na procura incessante de um verdadeiro amor, envolve-se intensamente em diferentes relações.
Cada homem que ela encontra pode ser afinal o seu grande amor!
E a vida sem um grande amor, é uma vida a preto e branco!
De uma forma muito divertida, mas também emocionante e surpreendente, a peça fala-nos do amor... e da falta dele.
Tudo isto através de um humor que homens e mulheres reconhecem bem: rir das suas próprias desgraças!!"

O AMOR, sempre o AMOR!

sexta-feira, 28 de setembro de 2012

A Rota das Artes...

E a minha rentrée cultural ficou marcada por outro excelente espetáculo "Il mondo della Luna" patrocinado pela minha amiga C.
Foi inesperado entrar no Planetário Calouste Gulbenkian, sentar-me mesmo ao lado da Orquestra e usufruir do canto, da música e das projeções que nos proporciona este belo lugar.
Nunca tinha dado pelo Festival "A Rota das Artes" mas para o ano vou estar mais atenta, pois a qualidade é ponto de honra na sua oferta.

Uma noite diferente e especial.

quarta-feira, 19 de setembro de 2012

Cenas da Vida Conjugal...

Mais uma excelente noite de teatro.
Como eu gosto, intenso, real.
E o Casamento, será que é uma instituição falida?
"Levei dois meses e meio a escrever estas cenas; mas levei uma vida inteira a vivê-las”, disse Ingmar Bergman.
Sempre as relações humanas a fazerem-nos pensar.
A rotina, a "paz podre" dos casamentos "felizes".
Escrito em 1973 e tão atual!
 

sábado, 8 de setembro de 2012

Um achado...

Sem dúvida o melhor livro que li nos últimos tempos, graças à minha amiga A.
Li-o ontem à noite e fascinada li-o outra vez hoje.
Escrito e publicado numa revista americana em 1938, apenas chegou a Portugal em 2002 e só agora o li.
Dando conteúdo à minha velha máxima "o melhor e o pior do mundo são as pessoas", podemos ler as cartas trocadas entre dois amigos/sócios alemães um, judeu, que ficou nos E.U.A e outro que regressou à Alemanha e se tornou seguidor de Hitler.
E mais não digo, porque seria cortar o prazer de o ler, pela intriga, pelo inesperado, pela história desconcertante.
Pode resistir uma amizade a uma ideologia?
É também a história de uma vingança servida fria.
É obrigatório ler este "Desconhecido Nesta Morada".

quinta-feira, 6 de setembro de 2012

"Rentré"...

Estou de volta, sem grandes assuntos para dissertar por aqui que me entusiasmem.
Junho e Julho foram de trabalho intenso a contrastar com um Agosto prazeiroso, tranquilo, passado a deambular pelo nosso Portugal e na companhia dos amigos.
As leituras foram parcas, as conversas variadas e ricas, a degustação das belas iguarias do nosso país um desastre para a contagem das calorias.
Setembro entra sereno, com um rasto de esperança para que tudo melhore neste nosso Portugal.
Deixo duas sugestões interessantes de dois livros que me passaram pelas mãos, o velhinho Auster "A Trilogia de Nova Iorque" e um escritor desconhecido para mim que tão bem descreve emoções. "A Casa de Papel" um livro inesperado.
Não deixem de dar um salto a Guimarães, tudo de bom acontece por lá este ano.
E ficamos assim...

domingo, 10 de junho de 2012

50!

E como tudo, na Vida
começa numa semente,
cria raizes, dá frutos,
tem festas e tem lutos,
assim é o casamento

Brindemos reconhecidos,
gratos a cada instante,
a tudo aquilo que fomos,
àquilo que ainda somos
e seremos adiante

50 anos passaram
sobre essa data distante...
... Se o Tempo ultrapassamos
e ao Ouro já chegamos,
há-de vir o Diamante!

Hoje os meus pais fazem 50 anos de casados, estou feliz porque os tenho comigo e porque foram fazer os dois uma viagem. Há 50 anos que se mimam um ao outro, há anos que eu gosto de os ver, a ultrapassar obstáculos, a não desistir e a continuar juntos na vida.
Com ternura aqui deixo as palavras que hoje o meu pai escreveu à minha mãe.
Adoro os dois e é muito bom ser vossa filha!

sábado, 9 de junho de 2012

Portugal...

Vamos lá alegrar os portugueses que andam muito deprimidos.

sábado, 2 de junho de 2012

Crises...

As crises fazem parte da vida que é mesmo um carrossel, o maior problema é quando ficamos mareados e nunca mais gritam “terra à vista”.

quinta-feira, 24 de maio de 2012

Inacreditável...

Digam-me como é que alguém que está numa fila de carros no meio do trânsito, nos dias de hoje, ainda abre calmamente o vidro do seu carro e deita um pacote de cigarros vazio para a rua?

sábado, 28 de abril de 2012

Gostei muito...



Duas pérolas do cinema deste mês, cada um com a sua temática, mas ambos com mensageiros de uma  filosofia de vida a reter. A relatividade da vida é inversamente proporcional ao poder do Amor e do aqui e agora.