sábado, 2 de agosto de 2008

Tudo tem um fim...

Mais um ícone do meu passado que certamente desaparecerá.

Há muito tempo que não passa de um aconchego, cada vez que passo por aquela casa. Um lugar quentinho nas minhas memórias, lembranças de brincadeiras de irmã e primos, correrias pelas escadarias, assaltos aos doces na cozinha, histórias inventadas na casa das bonecas, casamentos e baptizados imaginados na capela, horas perdidas a abrir as caixas de onde saiam chapéus e vestidos de baile, espalhadas pelo sótão, no meio de teias de aranha. Histórias de príncipes e princesas, piratas e duendes vividas naquele jardim. Aventuras retiradas dos livros dos “Cinco”. O canteiro dos meus girassóis!
Lembranças...
O polícia à porta, parecia guardar as minhas memórias.
Estava lá, a velha casa, mesmo que apenas a visse enquanto o sinal vermelho me obrigava a parar, parecendo dizer “ainda existo para ti, vês?”

Hoje li a notícia, o destino parece incerto.
Um pouco da minha Lisboa morre, se ali nascer um arranha-céus envidraçado de um qualquer arquitecto importado.
Afinal tudo tem um fim...

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